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21 agosto 2012

Catequese voltada para pessoas com deficiência mental


(...) A educação é um complexo processo humano que não se realiza somente na escola. No entanto, quando falamos em educação somos compelidos a imaginar a instituição escolar como único local válido para a escolarização das pessoas.
Segundo Brandão (1984, p.01) a educação acontece: "em casa, na rua, na igreja, na escola, de um modo ou de muitos modos nós envolvemos pedaços da vida com ela"; sendo que a "a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a única prática e o professor não é o seu único praticante".
Educar não se resume simplesmente em instrumentalizar as pessoas ensinando-as ler, escrever e contar. Podemos até afirmar que educar e escolarizar são situações distintas. Educar seria um processo muito mais amplo de assimilação e inserção cultural dos indivíduos para viver em sociedade e a escola seria um momento dessa dinâmica. Em cada sociedade a educação se processa de um modo diferente, dependendo da região e da época.
Em nossa sociedade é o Estado, através das instituições escolares e seus diplomas que reconhece, se uma pessoa está apta a participar da vida pública, seu "nível" educacional pode instrumentalizá-lo positivamente à vida moderna e indicar sua possível "posição" na sociedade, entretanto outras instituições, além da Escola, se colocam à tarefa de educar as pessoas, no sentido da transmissão de valores, comportamentos e habilidades, no Brasil destaca-se a Igreja Católica, mas não nos referimos à sua atuação clássica e tradicional em nossa educação secundária e superior, mas àquela que se realiza no interior das comunidades e se preocupa em inserir as pessoas nos Sacramentos e numa ética religiosa cotidianamente atuante.
Este trabalho pretende apresentar a minha experiência de cunho pedagógico vivenciada num grupo de colaboradores no interior da Catedral de Londrina inspirado na minha formação de professora de educação especial e catequista; esse trabalho educacional chamamos inicialmente de Catequese Especial; que através de pedagogia adequada, inspirada no Catecismo da Igreja Católica e, tendo como direção as palavras de Jesus: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda Criatura" (Mc 16,15), difunde práticas pedagógicas e educacionais exclusivamente aos portadores de deficiência mental com a meta de educá-los na fé católica e contribuir para sua inclusão social para além dos limites da vida religiosa. Acreditamos que a realização dessa inclusão é uma possibilidade viável desde que inserida numa agenda governamental realizada prioritariamente pelos poderes públicos e os movimentos sociais.
(...) A Catequese Especial começou em 1992 com 14 catequizandos especiais (com apoio amplo e apoio limitado) adolescentes entre 12 e 18 anos em encontros dominicais que se estendiam entre 08h00min e 08h50min e em seguida pais e catequizados se dirigiam até a Catedral onde participavam da missa; nossa motivação inicial era a formação espiritual e simultaneamente integrá-los às crianças e jovens da catequese convencional nas "tarefas" das celebrações litúrgicas (ofertórios, preces, cantos etc.) proporcionando sua visibilidade e inserção na vida comunitária.
Um trabalho prévio de conhecimento do grupo inspirou uma pedagogia que procurava ter em vista atender as dificuldades desses adolescentes, saídos de diferentes experiências de contato social, além de estabelecer as atividades e ritmos da catequese segundo o calendário litúrgico (Quaresma, Campanha da Fraternidade, etc.).
Adotamos uma metodologia na qual os encontros tinham linguagem coloquial e correta, gestos e posturas de orações repetidos e ensaiados e a doutrina cristã transmitida através de exemplos práticos, cujos conteúdos discutiam o catolicismo, a fé, as orações, os sacramentos e mandamentos da Igreja etc.). Nosso trabalho pedagógico se iniciava com o sinal da Cruz, através de gestos repetidos; em seguida, eram realizadas preces e orações e depois discutíamos o tema do dia com uma atividade de dramatização e cantos religiosos, que pareciam propiciar um ambiente bastante positivo para a compreensão dos temas; fazia-se a leitura da Bíblia e depois trabalhávamos atividades de memorização, finalmente passava-se a "lição de casa" geralmente uma leitura bíblica com a família. Cada catequizando possuía seu caderno para atividades, anotações e tarefas de casa que funcionavam como reforço para assimilação e fixação dos conteúdos estudados.
Procurando adequar estratégias de motivação e trabalho pedagógico em consonância às potencialidades do grupo, as atividades procuravam estimular as crianças através exposição oral, diálogos, cartazes coloridos, vídeos de temas religiosos, revistas, dramatização de situações cotidianas. Os critérios adotados e que consideramos indicadores positivos para o catequizando especial receber a Primeira Eucaristia, resumiam - se na observação de alguns elementos tais como a freqüência, a postura de oração, a conduta na missa e o relacionamento interpessoal. Esse processo se manteve com variações no número de catequizandos especiais mas todos os anos acontecem as cerimônias da Primeira Eucaristia e a Confirmação da Crisma aos portadores de deficiências.
Nesse trabalho nossa preocupação se pautou em inserir o projeto da Catequese Especial da Arquidiocese de Londrina na história e no movimento dos grupos sociais que lutam em prol de uma política inclusiva. O propósito inicial era a evangelização dos portadores de deficiências mentais, objetivo plenamente realizado nesses dez anos de existência, ao mesmo tempo, que estimulou o debate sobre a inclusão junto à comunidade católica londrinense.
Observamos que embora dever constitucional do Estado, a experiência da Catequese Especial, demonstrou ser possível a participação e construção de projetos inclusivos viáveis, por parte das instituições da sociedade civil; respeitando os limites e alcances do projeto, foi possível constatar que nossos catequizandos especiais e suas famílias vivenciaram um processo de inclusão junto à comunidade, essa "inclusão" avaliamos ser bastante relativa, ainda distante daquela inclusão "ideal", porém, parece ter proporcionado oportunidades de vivência social consistente a grande maioria dos participantes; é bastante provável que essas atividades sociais religiosas estimulam atitudes comportamentais positivas que reforçam o fortalecimento de laços afetivos e intelectuais entre os catequizandos especiais e a comunidade.

Nessa pesquisa uma questão dificultosa é o conceito de deficiente abrangido pela nossa clientela, majoritariamente portadores de deficiências mentais, alguns apresentando dupla deficiência, assim trabalhamos com pessoas que possuem comprometimento em suas capacidades intelectivas, embora no contexto da catequização, esse fator não os impediu de assimilar conteúdos e as práticas propostas pelo projeto.
Mesmo limitados pelas deficiências, os encontros são dinâmicos e em geral os participantes se sentem estimulados e participativos, são trabalhados os valores religiosos, morais e éticos para o resgate e a construção da cidadania e sua assimilação se expressa na convivência e respeito às pessoas da comunidade.
Os pais acreditam que a Catequese Especial é importante para seus filhos pois podem receber os sacramentos dos católicos (penitência, eucaristia, crisma etc.) possibilita uma vivência espiritual que aprofunda a fé além da inclusão na comunidade; os professores colocam que os alunos participantes da Catequese Especial apresentam relativo progresso escolar e se esforçam em manter o relacionamento com os professores e colegas de turma. No decorrer do ano litúrgico, os catequistas observam mudanças de postura nos encontros, nas missas e outras atividades religiosas, percebe se assimilação e interiorização dos valores e comportamentos transmitidos, finalmente, os próprios catequizandos especiais relatam positivamente a experiência de participar da Catequese Especial, pois aprenderam coisas novas a respeito da religião católica, além de poderem receber Jesus em seus corações, pois isso é "maravilhoso", na medida em que lhes proporciona coragem para viver.
O projeto da Catequese Especial reflete o envolvimento maior da Igreja Católica junto à demandas dos grupos socialmente desfavorecidos bem como no comprometimento e apoio aos movimentos sociais empenhados com o exercício dos valores éticos, morais e religiosos na formulação de propostas inclusivas, no sentido de praticar a inclusão real, foi construída uma rampa de acesso na Catedral, local onde é realizada a Catequese Especial para favorecer a locomoção dos deficientes.
Assim acreditamos que a Catequese Especial favorece a inclusão pois oferece condições de interação no espaço formal da Igreja proporcionando incentivos para os processos inclusivos, oferecendo aos portadores de deficiências oportunidades de vivenciarem diferentes papéis sociais.Disponível em : http://saci.org.br

19 setembro 2011

Catequese Cristocêntrica

Segundo o documento Catequese Renovada (n 26), Jesus Cristo é a base da catequese, portanto a catequese é Cristocêntrica.

Diante desse contexto e dessa orientação temos de trabalhar a pessoa de Jesus Cristo em todas as fases, e em cada uma delas devemos apresentá-lo de uma maneira diferente.

Na Pré-catequese o lúdico é usado, apresentando Jesus Cristo como um herói que veio para transformar o mundo.

Na catequese de Eucaristia é comum nos referirmos a Ele exaltando o seu lado divino, contando a sua história, e mostrando sua importância para a igreja, exaltando sua presença viva na eucaristia, motivo maior da fase. Nessa etapa Jesus é apresentado de uma maneira ampla, intensa e consistente.

Na perseverança já se faz a analogia entre o homem Jesus e nós, filhos adotivos do Pai. Nessa fase já conhecemos um Jesus um pouco mais humano (não com as falhas humanas), que entende nossas angústias e nos propõe um compromisso real de vida. É nessa fase que devemos confrontar a proposta de Jesus com nossos objetivos...

E por último, na fase Crisma, apresentamos Jesus como o marco da história da humanidade, divisor do tempo (A.C e D.C.), princípio o fim...
Nessa fase celebramos o Cristo Deus e o Cristo homem. Nessa fase reafirmamos tudo que foi dito na Eucaristia e na Perseverança, exaltando a sua proposta, e propondo nova vida n'Ele e por Ele.

"Jesus esta vivo em nós e realiza através de nós. A missão d'Ele (anunciar a Boa Nova - evangelizar) agora também é nossa. Devemos ser seus imitadores. (I Cor 11,1)"

Sugiro dois tipos de encontros. Um voltado a missão de cada um, confiada por Deus, onde o foco é a parábola dos Talentos. O outro voltado ao compromisso de "Ser cristão nos dias de hoje".


Ambos devem trabalhar o método VER, JULGAR, AGIR e CELEBRAR.
(quem não conhece o método, faça o download do arquivo explicativo aqui)


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ENCONTRO  1 -  [Parábola dos Talentos (Mt 25,14-30)]

É bom pontuar na parábola:

1. O Senhor chama os servos e lhes confia seus bens (Ele não pergunta se o servo quer...)

2. O Senhor dá a seus servos conforme Ele acha que deva dar... A uns dá mais a outros dá menos... (Diante do Senhor todos os servos são merecedores de sua confiança se não Ele não teria lhes confiado nem um talento, no entanto, fica claro que o Senhor conhece a capacidade de cada um)

3. Dois servos trabalham com os talentos do Senhor a fim de multiplica-los..., o outro, com medo e acomodado, esconde seus talento. (Esse é o ponto forte da passagem... Os talentos são os dons que Deus no dá, gratuitamente, sem pedir que façamos alguma coisa com eles, pois o Senhor quer que voltemos para Ele, fazendo o que é bom, por conta e impulso próprio... - livre arbítrio)

4. E por último sobra o salário do trabalhador, a prestação de contas... (os que trabalharam com os talentos do Senhor foram exaltados e lhes foi confiado mais, já o outro...)

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ENCONTRO 2 - "Ser cristão nos dias de hoje"

VER

     - Questionar:

     1. Se Jesus viesse hoje ao mundo o que Ele faria?

     2. O que ele diria? Para quem?

     3. Quem seriam seus apóstolos e seus discípulos?

     4. Quem o perseguiria?

   
JULGAR

     - Refazer as perguntas confrontando e debatendo com base nas
     passagens(trazendo para os dias atuais), como segue:

     1. Se Jesus viesse hoje ao mundo o que Ele faria?
     (Anunciaria novamente a Boa Nova, pois ainda não o conhecemos...)
     (Mt 13,15-17)

     2. O que ele diria? Para quem?
     (Jo 14,6)
     (Ele veio para todos - em grupos "avançados" trabalhar também Jo 1,11-12)

     3. Quem seriam seus apóstolos e seus discípulos?
     (Mt 7,21-23 - Os verdadeiros cristãos)
     [Papa, Bispos, Padres... - apóstolos] - [leigos - discípulos])

     4. Quem o perseguiria?
     (Lc 11,23)


AGIR (usar método tempestade de idéias)

     - Questionar -> Que missão Jesus nos deixaria? Qual seria o seu conselho?
     O que teríamos que fazer?

     (Precisamos mudar de vida - Precisamos de conversão)   

     (Mt 10,26-32)

     - Como colocar em pratica essa missão?

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Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

18 setembro 2011

Como prepara o lugar da catequese


É preciso recordar sempre que a catequese é, em primeiro lugar, um encontro. Isto significa que é uma reunião onde nos encontramos uns com os outros e também com Jesus.
        Uma cruz ou um grande desenho representando Jesus facilita a tomada de consciência de que ele está presente no meio de nós. Uma estante ou mesinha com uma toalha para colocar a Bíblia, iluminada por uma vela acesa, ajuda na harmonia do ambiente e fazer viver a atualidade da Palavra de Deus.
         O catequista não deve acomodar-se por trás de uma grande mesa de escritório ou uma mesa imponente. Deve sentir-se livre e em contato com o grupo, com facilidade para se movimentar. Para isso, uma simples cadeira é o suficiente. O Catequista pode dispor também de uma pequena mesa para colocar seus livros ou fazer anotações. Deve sentir-se em estrito contato com o grupo.
         É conveniente que os catequizandos estejam sentados comodamente em forma de círculo. Não precisamos tomar como exemplo a disposição de uma sala de aulas. Todos precisam ver0se e falar uns com os outros de frente. Também devem poder mover-se livremente. É preferível que se sentem em cadeiras comuns ou em bancos não muito longos. Não convém usar poltronas ou bancos baixos demais, porque precisam movimentar-se com facilidade.
         Dentro do círculo não deve haver nada; nem mesas, nem bancos vazios, etc., porque essas coisas impedem ou atrapalham a comunicação. Quando tiverem que desenhar ou escrever convém dividi-los em vários grupos e dispô-los ao redor de diversas mesas que possam estar em outro lugar, ou que sejam armáveis no momento em que se precisar delas.
         Estas indicações servem tanto para a catequese com crianças quanto a catequese com adultos.  Tudo depende das características próprias da catequese. O catequista não é o mestre: o “Mestre” é Jesus. Os catequizandos não “estudam” os temas da catequese, mas sim escutam a Deus. Na igreja, não somos indivíduos, mas, sim, formamos comunidade. O catequista não é em primeiro lugar ema “autoridade”, mas testemunha da Palavra de Deus.
         Na prática, o catequista deverá preparar o salão ou sala antes de começar o encontro. Para isso, deve chegar antes que os catequizandos.
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Dica para o catequista: Preste atenção em como se sentam os seus catequizandos quando se reúnem, pois a forma de cada um situar-se dentro do grupo mostra o quanto o catequizando esta interessado ou não no encontro. (Ex.: Aquele que senta distante do grupo geralmente não se sente integrado, ou quer mostrar que não quer participar da conversação).

17 setembro 2011

Catequese é Vida

Neste Post falaremos sobre a catequese, que tem por missão refletir a face de Cristo.

No Novo Testamento, o termo Catequese significa dar uma instrução a respeito da fé. Em sua origem, o termo se liga a um verbo que significa “fazer ecoar” (Kat-ekhéo). A Catequese, de fato, tem por objetivo último fazer ESCUTAR e REPERCUTIR a Palavra de Deus (doc. no. 26 CNBB)

A catequese nos dias atuais tem por missão criar uma interação entre a fé e a vida, onde o catequizando aplica em sua vida a fé adquirida ao longo da caminhada, criando vínculo com a comunidade e uma responsabilidade social, onde o “outro”, já não é mais um “outro”, mas um irmão em Cristo.

Uma catequese sem vida não dá frutos, caminha sem direção, pois a fonte da vida é o Cristo ressuscitado.

Vemos nos dias atuais milhões de pessoas desamparadas, desanimadas, vazias que buscam na vida e nas coisas “do mundo” um motivo de alegria. Algumas pessoas que vivem dessa forma acham a “alegria”, mas logo voltam ao mesmo vazio, pois não conhece verdadeiramente a vida. Essas tem a falsa ilusão de que a vida é o dinheiro que temos, as coisas que possuímos, o trabalho que conquistamos, o status que adquirimos e os amigos que fazemos.

A vida é MUITO MAIS QUE ISSO…

É ver nos olhos do irmão a face de Cristo, quando o ajudamos, sejam com palavras ou ações.

É fazer, é doar, sem esperar nada em troca.

É viver sem medo do amanhã, confiantes que Deus tudo pode.

É entregar-se de coração e alma ao plano de Deus sem medo de cair.

… a fé não pode ser provada, mas pode ser vivida. Basta coragem de se entregar a Deus, que nos aceita com nossos erros e defeitos e nos aprimora para vivermos em função Dele e para Ele, levando a sua boa nova aonde nossa voz consegue alcançar e aonde ele nos enviar.

Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.

Os ruídos dentro da catequese


         Ruído não é somente aquele som que incomoda, que perturba, que tira a concentração. Entende-se por ruído toda e qualquer interferência ou obstáculo que atrapalha o processo da comunicação.
         O ruído pode vir de diversas fontes, pode ser verbal (barulhos ou linguagem imprópria) ou não-verbal (imagens), pode partir do grupo (barulhos), do indivíduo enquanto catequizando (desconexo do grupo...) ou do indivíduo enquanto catequista, entre outros.

Vejamos abaixo os tipos mais comuns de ruídos dentro da catequese:

·      Testemunho de vida do catequista que não combina com o seu discurso;

·      Recursos, dinâmicas de grupos, símbolos ou Bíblia usados de forma inadequada;

·      Mensagem manipulada de acordo com interesses pessoais do catequista;

·      Bloqueio emocional do catequizando ou do catequista (antipatia mútua ou de um lado só);

·      Apatia do catequizando, não superada por um conteúdo desinteressante;

·      Ambiente pouco acolhedor e desconfortável;

·      Distância entre as linguagens usadas por catequizandos e catequistas (o catequista deve ter cuidado ao utilizar palavras que estão pouco ligadas a realidade do catequizando, tais como: homilia, sacramento, liturgia... Essas palavras devem ser usadas, mas devem ser explicadas sempre que necessário);

·      Distância sócio-cultural (econômica) entre catequizando e catequistas (O catequista deve ter cuidado com o que usa e como se porta diante dos catequizandos. Não dá para falar de partilha se o catequista usa um sapato cujo valor, por exemplo, compreende toda a renda mensal da família do catequizando);

·      Falta de ligação entre a mensagem da catequese e as expectativas do catequizando. (os conteúdos devem ser relacionados a realidade do catequizando).

Para refletir:

1.    Que tipo de linguagem você usa para se comunicar com seus catequizandos?
2.    Quais os ruídos mais freqüentes que você enfrenta? O que fazer para superá-los?
3.    Os catequizandos saem dos encontros satisfeitos? A fixação do tema é boa?

(do Livro: ComuniCat - Autoria: Catequese de Osasco - Ed. Paulus - adaptado por Carlos Garcia)

15 setembro 2011

Com Jesus se brinca sim!


E ai? você concorda?
A Biblia diz em Mt 18.3,4 que para entrar no reino dos céus precisamos ser  como crianças, foi exatamente essa vontade que me deu quando vi essas imagens.

Maria Santissima
Jesus Cristo
Milagre dos Pães e Peixes
Andando sobre as aguas

07 setembro 2011

Relações Humanas na catequese


Meus queridos irmãos em Cristo, hoje postei um encontro de relações humanas, uma dica de metodologia para a catequese!
A missão do catequista é fazer ecoar a Palavra de Deus. Ele é um comunicador, por isso “é necessário que a catequese estimule novas expressões do Evangelho na cultura na qual este foi implantado.” (DGC 208). A formação do catequista deve estar finalizada na arte da comunicação da fé, e na arte dos bons relacionamentos, pois, na ação catequética, catequistas e catequizandos são sujeitos da comunicação. Nesta comunicação, o importante não são os meios de comunicação, mas os gestos interpessoais e o tipo de relacionamento usado para a comunicação.
Dois grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa são a palavra e o encontro. A linguagem e o relacionamento são as armas mais poderosas e mais eficientes que o homem possui. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. Um encontro pode mudar radicalmente a vida das pessoas, para o bem ou para o mau, só depende das palavras ditas neste encontro.
“A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas”.
O catequista deve buscar a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, evitando rótulos preconceituosos, buscando em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.
Queremos assim ajudar os relacionamentos mútuos, buscando unir cada vez mais as pessoas para um encontro pessoal e definitivo com Cristo na pessoa do irmão. Queremos interagir com os nossos visitantes, por isso esperamos a sua opinião e a sua contribuição para cada encontro.
Eis algumas dicas para a Coordenação Paroquial de Catequese
Cada encontro será dividido em cinco etapas. As cinco etapas querem obedecer as orientações da igreja para Evangelizar o povo no mundo como discípulos-missionários: o serviço, o diálogo, o anúncio e o testemunho de comunhão, procurando formar uma rede de comunidades eclesiais trabalhando em defesa da vida, participando da construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Através da vida que brota do povo, dos seus clamores e anseios, Catequistas e catequizandos podem VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR a transformação dessa realidade social numa comunidade mais justa e fraterna.
Eis o esquema de cada encontro:
Acolhida
Ver
Serviço
Apresentação do tema
Julgar
Diálogo
Iluminação da Palavra de Deus
Agir
Anúncio
Compromisso
Rever
Testemunho
Relações humanas e divinas
Celebrar
Comunhão
Essa é uma orientação tirada do Diretório Geral para a Catequese (DGC 272 a 275). Esse esquema é apenas ilustrativo, mas pode ajudar muito na nossa organização. A catequese é um processo e por isso requer tempo e muito amor; ela necessita de atenção especial para alguns detalhes:
Ø A catequese é litúrgica. O catequista precisa ter conhecimento de liturgia e participar da mesma em especial com as crianças.
Ø A catequese é missionária. O catequista precisa gostar de visitar em especial as famílias dos catequizandos.
Ø A catequese é acolhedora. O catequista precisa gostar de acolher, não só nos encontros de catequese, mas em especial na Igreja.
A Catequese não pode ficar na sacramentalização; isto é, em função do sacramento de 1ª Eucaristia. Ela é um instrumento de educação da fé, tendo Cristo como princípio, meio e fim, desenvolvida e envolvida em toda a comunidade, para levar o catequizando a sentir e amar a comunidade a qual pertence, conhecer a Cristo como seu único caminho de salvação para desejar participar de seu Reino.
Com estas dicas, tenho certeza que teremos um bom começo para os nossos encontros. 

01 setembro 2011

Modelo de inscrição de catequistas


O Papa João Paulo II nos diz que a Catequese é uma "tarefa verdadeiramente primordial da missão da Igreja. Que ela é convidada a consagrar à catequese os seus melhores recursos de pessoal e de energias, sem poupar esforços, trabalhos e meios materiais, a fim de organizar melhor e de formar para a mesma, pessoas qualificadas". (Ct, 15)

Em virtude da importância do catequista na vida da Igreja, é fundamental que se definam critérios para a sua escolha.


Sendo assim, devemos seguir e atender os seguintes:


REQUISITOS PARA SER CATEQUISTA:

  • Ter recebido os sacramentos de iniciação cristã: Batismo, Eucaristia e Crisma*.
  • Ser Casado no religioso**; ou solteiro e separado com vivência religiosa;
  • Comprometer-se em aprimorar a sua formação, participando de todos os encontros para catequistas, e outros para os quais forem convocados;
  • Participar das celebrações das Missas Dominicais, e nos dias Santos e festas.
  • Ser dizimista.
*Há casos onde nem sempre o catequista vai ser crismado, por exemplo (infância missionária-criança-evangelizando criança)** Caso ainda não seja casado(a) no religioso procure orientação com o pároco, ele terá uma boa solução.
COMPROMISSOS DO (A) CATEQUISTA:
  • Preparar os encontros, utilizando, principalmente, a Bíblia, o manual e outros materiais.
  • Chegar ao menos 5 a 10 minutos antes de iniciar o encontro para preparar o local e receber os catequizandos.
  • Deixar o local do encontro arrumado.
  • Participar dos eventos de nossa Paróquia.

ESPIRITUALIDADE DO CATEQUISTA:
  • Meditação diária da Palavra de Deus.
  • Participação na Celebração e Comunhão Eucarística.
  • Devoção a Nossa Senhora.
  • Formação humana, bíblica, teológica, metodológica, pedagógica e psicológica.
  • Conhecimento da vida dos santos.
  • Interação fé e vida.
  • Profunda comunhão com o magistério da Igreja e as orientações da Arquidiocese.
  • Bom relacionamento e afetividade com o Pároco, vigários, catequistas, catequizando e comunidade eclesial.

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS


Comunidade:______________________________________________________________

Nome completo:____________________________________________________________

_________________________________________________________________________

Endereço:_________________________________________________________________

Data de Nascimento:________________________________________________________

Telefones:________________________________________________________________

E-mail:___________________________________________________________________

Profissão:________________________________________________________________

Horários de Trabalho:_______________________________________________________

Já recebeu os Sacramentos:      Batismo (   )           Eucaristia(   )                 Crisma(   )


Estado Civil:                   Solteiro (a)(   )          Casado(a) no civil(   )             e no religioso(   )

Obs:_____________________________________________________________________

Já participa de algum grupo, movimento, pastoral, ou serviço na Paróquia?Qual?

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 Participa das Missas semanais e/ou dominicais?Em qual Igreja?_____________________

È dizimista? Sim(   ) Não(   )

Gosta de Trabalhar com:    Crianças(   )        Pré-adolescentes(   )         adolescente(   )

                                                Jovens (   )                        Alunos(    ).



Dia e horário mais viáveis para você realizar encontros de catequese:__________________


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Escreva algo sobre você (características pessoais, qualidades, defeitos, como você é emocionalmente, etc...)

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 “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”.

25 agosto 2011

A difícil arte de ser Católico!


A proposta de Jesus não é fácil de seguir, por ser muito exigente e por isso alguns preferem outros caminhos por serem mais fáceis e convenientes a si mesmo. Devemos assumir o desafio. A quem recorrer se só Ele tem proposta de vida eterna.


Através de Pedro (1º Papa) a proposta de Jesus continua viva entre nós.
E muito de não conseguem seguir o amor exigente de Jesus, e se deixam levar por caminhos mais fáceis, caminhos que parecem com o de Jesus, mas é trilhado por pessoas que buscam o enriquecimento fácil, a cura fácil, a vida fácil.

È fácil dizer: “Jesus é o Senhor!” “Atuo em nome de Jesus”, vestindo-se roupas caras, tendo carro do ano, viajando pelo mundo sem ter que se preocupar com dinheiro. O verdadeiro caminho daqueles que realmente prega Jesus é feito de dificuldades (Àquele que quiser me seguir, tome sua cruz...). A história da Igreja Católica mostra uma caminhada de sacrifício e muito derramamento de sangue, Homens e mulheres de famílias ricas que largaram tudo pelo Evangelho, vivendo do pão de cada dia, como: São Francisco de Assis (1182/1226), Santo Antonio de Pádua (1195/1231), Frei Galvão (1739/1822). Renúncia total como Padre Pio (1887/1968), irmã Dorothy (1931/2005) que largou sua vida nos EE.UU, para evangelizar no Amazonas e mesmo sabendo que estava correndo risco de morte, manteve firme na fé. Aceitar a missão de levar o evangelho a todas as criaturas como o fez João Paulo II (1920/2005), Madre Tereza de Calcutá (1910/1997) que enfrentou dificuldades num país anticristão e venceu pela fé. 

Esses são alguns dos homens e mulheres que dedicaram suas vidas a Deus e cuja vida está registrada em livros e representada em vídeo.

A IGREJA Católica não é uma igreja onde se pode tudo, mas é uma igreja que busca capacitar seu povo para Jesus, enquanto que outras não capacitam seus fiéis e sim os condiciona a seguir seu líder sem poder ter uma reflexão pessoal com Jesus.

Capacitar – tornar capaz, habilitar.
Condicionar – impor como condição, submeter à dessecação, tornar seco, frio.

Jesus capacitava seus discípulos, mas cabia a cada um a decisão sobre acolhê-la ou não. Um negou-o, outro só acreditou se tocasse e outro o traiu. Se tivesse sido condicionado por Jesus o Evangelho seria diferente, como tanto pregados nos dia de hoje. Jesus não amaldiçoou ou ameaçou qualquer deles que duvidaram ou que o abandonasse. Nas seitas se alguém se torna capacitado e decide abandonar tais práticas são amaldiçoados pelos seus líderes. Cada dia surge entre nós novas seitas dizendo ser pregadores do verdadeiro Jesus. Algumas surgem do nada e desaparecem sem deixar vestígios. 
Falam-se horrores da Igreja Católica sem procurar ao menos conhecê-la: sua doutrina, seus documentos, seus concílios, a Doutrina Social da Igreja, seu trabalho a favor dos excluídos, sua história. Recentemente falou-se muito do documento “Sacrossantum Caritatis” do Papa Bento XVI, mas quanto de nós leu o referido documento? Fala-se sem conhecimento, simplesmente porque ouviu na televisão. Muitos crêem mais na televisão do que no próprio Evangelho. Assim também se fala da Igreja Católica por ignorância, ou buscando semear a discórdia entre os homens. Saibam que foi a Igreja Católica que dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a leitura e a pesquisa. O católico tem o dever de conhecer sua igreja para que não seja enganado pelo fermento dos fariseus no dia a dia (Lc 12, 1\"Tomem cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.). 
A Igreja Católica vem pregando o evangelho desde os apóstolos e foi criada por Jesus Cristo (Mt 16, 18 Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la) onde Pedro recebe de Jesus a autoridade (Mt 16 19 Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu ) para iniciar a missão como representante de Jesus na terra e foi sucedido por Lino, Clemente e hoje por Bento XVI, Muitos não aceitam mas é uma verdade bíblica.
A Igreja Católica é a única que tem todos os sacramentos instituídos por Jesus. 
Outras igrejas (não seitas) possuem alguns elementos de salvação (sacramentos), mas só a igreja católica possui todos é a única que celebra Santa Ceia(Eucaristia), conforme foi determinado por Jesus.Vejo pessoas indo de porta em porta levando interpretações torpes da Palavra de Deus, e o mais triste e ver católicos dando ouvidos a esses falsos profetas. Enquanto que o que deveria fazer é recebê-lo com amor e fazê-lo entender que a Igreja Católica prega o Evangelho de Jesus a mais de 2000 e que Ele mesmo nos alertou sobre essas pessoas que buscam enfraquecer sua Igreja. Ez 11:12: "E vocês saberão que EU SOU O SENHOR, pois vocês não agiram segundo os meus decretos nem obedeceram às minhas leis, mais se conformaram aos padrões das nações ao seu redor") 2Tm 4“ Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”Mt 24, 4 “Cuidai que ninguém vos seduza" Encontrar Jesus em outro lugar não é conversão é divisão, pois eu O encontrei na igreja católica. Se crer que Jesus é meu Senhor e meu Salvador, não importa o que aconteça jamais serei seduzido pelo espírito de divisão que busca enfraquecer o projeto de evangelização instituído por Jesus.1Cor 1, 10 (...mantenham-se de acordo uns com os outros, para que não haja divisões;Fl 2, 4 “Que cada um procure não o próprio interesse, mas o interesse dos outros.” O de futebol pode estar na terceira divisão, a diretoria pode estar envolvida em corrupção, o presidente pode fazer qualquer besteira, e você continua fiel a ele, se mudar é vira folha, mas na igreja por qualquer motivo por mais banal, que seja, você logo muda de igreja. Será que seu time de futebol é mais importante que a igreja de Jesus???????  
Só sai da igreja católica quem por ignorância, desconhecer sua história e sua doutrina apostólica.

Gl 5, 1 Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres. Portanto, sejam firmes e não se submetam de novo ao jugo da escravidão. 
Não basta ser católico, tem que ser católico de verdade.