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07 setembro 2011
Relações Humanas na catequese
21 março 2011
Sugestões práticas para o catequista
20 junho 2010
O blog renovado!
.
olhar sobre a METODOLOGIA PASTORAL de nossa Catequese. Entendemos que para alcançarmos esta meta maior precisamos dar alguns passos menores, mas significativos nessa DIREÇÃO, como:
- Estabelecer um diálogo com e entre leitores e o aoutor do blog(comentando,enviando perguntas etc...);
- Firmar o grupo de catequistas nas paróquias e em sua comunidade, promovendo novas lideranças;
- Acompanhar e dar suporte às equipes paroquiais de formação;
- Integrar catequistas e catequizandos por meio de dinâmicas que facilitem os estudos e trocas de experiências;
- Envolver a comunidade na ação catequética;
- Tornar a catequese dialógica e firme por meio de trocas de experiências, com abertura ao novo e fundamentação bíblica;
- Adaptar o conteúdo e a metodologia da catequese à realidade do outro, favorecendo à formação de discípulos missionários;
- Aprender a respeitar cada um em suas diferenças e necessidades especiais, acolhendo os diferentes tipos de formação.
25 maio 2010
21 dicas para catequistas
1. Catequese é mais do que ensinar doutrina.
2. Seguir o método da “Experiência Humana, Palavra de Deus, Expressão de Fé” trata-se de bom senso. Especialmente em catequeses mais ao estilo de palestra.
3. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Ai o drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por ti, em vez de estar sempre a descarregar nas ovelhas ou nas ervas do monte.
4. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá que pensar).
5. Sem acolhimento em condições, não te espantes que eles estejam muito irrequietos e faladores… e digo por experiência própria;)
6. Catequese é mais do que uma actividade “fixe” extra-escolar.
7. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma óptima experiência. Mas se estás à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinho, está bem?
8. Interiorizar a palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Usa a retórica. Ajuda-os a encontrar eco junto da mensagem.
9. Se não consegues resumir o teu encontro numa única frase-chave, mais vale repensar tudo outra vez.
10. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para te ajudar e não para te atrapalhar, distrair ou complicar.
11. Catequese é mais do que lições de moral e costumes.
12. Como diz a canção: se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais! Conquista-os um a um e não desistas só porque achas que um deles “já não tem remédio”.
13. Lá porque o guia do catecismo não se adapta ao teu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desactualizado, mas continua a ser útil se te indicar o ponto A e o ponto B.
14. O planeamento serve para te ajudar e não para te cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreve-te a reformular o tópico e a abordagem, por favor.
15. Centra-te em ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.
16. Catequese é mais do que espiritualidade barata.
17. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de 20 crianças/adolescentes à sua responsabilidade.
18. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não te vai fazer mal nenhum.
19. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entendes? É que ninguém gosta de baratas tontas…
20. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembra-te: sê autêntico!
21. Catequese é mais do que “catequista(s)+grupo”.
13 janeiro 2010
O uso da Bíblia na catequese
Costuma-se dizer que a Bíblia é o principal livro da catequese, a mais importante fonte do processo de evangelização. E isso é fácil de entender, pois sabemos que a Bíblia é para nós Palavra de Deus. Se na catequese o que se pretende é ajudar o catequizando a realizar o seu encontro com Deus, fica clara a importância da Palavra de Deus, por meio da qual se realiza esse encontro.
A catequese deve, portanto, ser centrada na Palavra de Deus. O catequizando deve aprender a escutar a Bíblia e deve ser incentivado a vivenciá-la. Por meio da Palavra, Deus se comunica conosco e nós nos comunicamos com Ele.
No entanto, o uso da Bíblia na catequese pode trazer algumas dificuldades. Por isso, damos algumas dicas.
1. QUANTO À LINGUAGEM BÍBLICA
As traduções da Bíblia, em geral, não empregam uma linguagem acessível a catequizandos e adolescentes. Às vezes, nem o adulto entende direito o vocabulário bíblico. E não só o vocabulário traz dificuldades, mas também certas noções históricas e certos costumes dos povos antigos, que entram como personagens das Escrituras, nem sempre serão facilmente compreensíveis.
Por outro lado, algumas versões da Bíblia para crianças deixam muito a desejar, pois desfiguram completamente certos textos. O desejável seria uma tradução que não desfigurasse tanto, mas apresentasse uma linguagem compreensível, de acordo com a idade dos catequizados.
Certos manuais adotam o costume de apresentar uma versão do texto bíblico numa linguagem apropriada à turma. Nesse caso é preferível não ler o texto na Bíblia, mas no próprio manual. O importante, quando se fala do uso da Bíblia, não é estar com a Bíblia na mão, mas compreender sua mensagem. Certas expressões ou frases, que escapam totalmente do universo mental da criança, precisam ser, no mínimo, adaptadas e, às vezes, excluídas.
Quando se trabalha, no entanto, com adolescentes, jovens ou adultos, principalmente se eles já têm certa caminhada, é importante familiarizá-los com a Bíblia Sagrada. Nesse caso, o catequista incentivará a turma a adquirir a Bíblia – de preferência completa – e a levá-la para os encontros. E será preciso todo um cuidado para treinar o manuseio da Bíblia e para explicar aquilo que não se compreende à primeira vista. Nesse caso, depois de proclamar o texto, é preciso compreendê-lo, explicando seu vocabulário e seu sentido, para depois partilhá-lo e tirar dele conclusões.
Pensamos que qualquer texto bíblico pode ser traduzido de modo a ser compreendido por crianças de qualquer idade. Essa tradução, no entanto, deve ser feita por quem entende das Sagradas Escrituras. E por isso é favorável apresentar, no manual que serve de base para os encontros, uma versão de cada texto a ser usado, em linguagem acessível
2. QUANTO À SELEÇÃO DE TEXTOS
Apesar de a Bíblia ser um livro básico na catequese, o processo catequético não consiste num mero estudo dela. Do ponto de vista pedagógico, seria inconcebível na catequese – e ninguém pensa nisso – estudar a Bíblia do começo ao fim, seguindo seus esquemas históricos e canônicos.
A seleção de textos para cada encontro levará em consideração o conteúdo que se quer transmitir. A catequese é organizada a partir de certos conteúdos fundamentais no processo de evangelização. Primeiro, decidimos os conteúdos. Depois, procuramos a fundamentação bíblica. Os textos bíblicos servirão de base e suporte para a transmissão dos conteúdos.
Com isso, entendemos duas coisas:
1. Não se pode, na catequese, ler os livros bíblicos do começo ao fim, sem organizar os textos a partir dos conteúdos programados. Dizemos isso porque o catequista poderia ter a tentação de ir comentando textos bíblicos aleatoriamente, sem um programa de conteúdos. Não daria certo.
2. Não se pode também realizar aquele tipo de leitura bíblica, infelizmente comum em certos círculos de espiritualidade, em que se abre a Bíblia a esmo e se lê o primeiro texto que os olhos encontram, como se essa fosse a vontade de Deus para aquele momento. Isso é inconcebível não só na catequese, mas também fora dela. Fica parecendo uma tentativa de tirar sorte com a Bíblia, forçando Deus a revelar sua vontade na hora em que a gente quiser. É manipulação, como uma cartomante joga as cartas para descobrir a “vontade dos astros”. Não é esse o caminho.
Os roteiros de catequese devem apresentar, como é costume, uma sugestão de texto bíblico que se encaixe dentro do assunto de cada encontro.
3. QUANTO À PROCLAMAÇÃO DOS TEXTOS
Um cuidado especial se deve ter ao proclamar um texto bíblico na catequese. Toda leitura deve ser bem-feita. Mas, se vamos ler um texto que traduz a Palavra de Deus diante do grupo, isso exige cuidados especiais.
Primeiro, é preciso preparar a turma para escutar a proclamação. É preciso criar um clima de silêncio e concentração. Se a turma estiver inquieta, nem adianta proclamar nada. Os ouvidos estarão ligados em outras coisas. Primeiro, faz-se silêncio. Depois, proclama-se o texto.
Outro cuidado importante é fazer, antes da proclamação, breve comentário a respeito do texto. O comentário desperta a curiosidade de quem vai ouvir e facilita a compreensão. É como se faz na liturgia: antes de proclamar o texto bíblico, um comentarista motiva a assembléia. Essa motivação faz com que o povo se ligue no que vai ser proclamado.
A postura também é importante. Talvez seja melhor o pessoal estar sentado. Mesmo que seja um texto do Evangelho, pode ser ouvido em pé. Mas catequese não é missa. Deve-se levar em conta que o encontro catequético costuma iniciar-se com todos em pé. Também a oração inicial costuma ser feita nesta posição. Então, quando chega a hora da Palavra, todos já querem se sentar. E essa é uma boa posição para se concentrar e ouvir atentamente.
Talvez o catequista, no entanto, ao ler, devesse ficar em pé diante de todos. Isso ajudaria até para que sua voz se tornasse mais fácil de ouvir. Seria um modo mais solene de proclamar o texto. E ainda produziria um efeito disciplinar melhor, já que, estando o catequista em posição de destaque diante da turma, os catequizandos são mais facilmente induzidos a respeitá-lo.
Por falar em voz, não se pode nunca esquecer que o texto bíblico deve ser proclamado com voz clara e boa dicção, respeitando a pontuação e caprichando na entonação. O tom da voz e a boa leitura são fundamentais para a compreensão do texto. Um texto lido, por exemplo, sem pontuação, torna-se incompreensível. Por isso, é preciso treinar a leitura com antecedência, compreendendo bem o sentido de cada frase.
A entonação da voz é outro ponto que exige cuidado. Entonação é o tom que a pessoa dá à voz, quando começa a ler. Durante a leitura, o tom de voz deveria mostrar naturalidade. A pessoa que está ouvindo deve ter a impressão de que o leitor está como que conversando. O segredo é a naturalidade. Normalmente, quando vamos ler, mudamos completamente a voz e começamos a “cantar” o texto, dando aqueles arrancos forçados na interrogação. Fica tão artificial! Não cante o texto. Proclame-o conversando. E use um volume de voz suficiente para que a leitura seja audível. Não é preciso gritar o texto. Mas também não se deve sussurrá-lo, como se fosse segredo.
É preciso lembrar ainda que há enorme diferença entre proclamar um texto e contar uma história. Na Pré-evangelização, como lidamos com crianças muito novas – 5 a 7 anos – os textos bíblicos vêm em forma de histórias. A história não é propriamente uma tradução do texto bíblico. Ela é mais uma adaptação do texto. Uma história não deve ser lida, deve ser contada, dramatizada. Principalmente, se estivermos lidando com crianças de 5 a 7 anos, como acontece na Pré-evangelização.
Contar histórias é uma arte. O catequista deve usar sua imaginação e sua criatividade, para encantar as crianças. Pode usar fantoches, máscaras, roupas especiais. Pode se movimentar de um canto para outro, atraindo sobre si os olhares da turma. Pode gesticular à vontade, usando mímicas e posturas: deve fazer tudo isso.
Pode arremedar os personagens, criando vozes diferentes para cada um. É uma verdadeira encenação. O critério será sempre a reação do grupo. Se mostra que está gostando, vá em frente. Se reage mal, mude de tática.
4. QUANTO AO COMENTÁRIO DOS TEXTO
O comentário dos textos, como é proposto nos encontros, é uma verdadeiro aprofundamento do tema, a partir dos textos proclamados. Não basta explicar e compreender o texto. É preciso compreender sua ligação com o tema do encontro. Essa ligação eqüivale à aplicação do texto à realidade da vida.
O texto bíblico não é um fim em si mesmo. Ele serve para iluminar a vida. Então, é preciso ficar claro em que sentido o texto a ilumina. Qual é a mensagem que ele traz?
De um único texto, costuma ser possível tirar várias mensagens. Como o catequista vai saber conduzir a reflexão sobre o texto sem fugir do assunto? É só ficar atento ao tema e ao objetivo de cada encontro. Há um risco enorme de se sair do assunto e conversar sobre um tanto de coisas, sem concluir nada. Se a curiosidade da turma puxa o assunto noutra direção, satisfaça, enquanto possível, essa curiosidade. Mas depois volte ao assunto principal para concluir a reflexão.
O texto bíblico não deve ser visto como uma camisa-de-força para limitar a reflexão. Ao contrário, ele é o ponto de partida para uma conversa de aprofundamento do tema.
É importante que o momento da reflexão seja momento de diálogo. O catequista não deve se sentir num púlpito fazendo sermão. Deve, sim, conversar com a turma e ajudá-la a debater o assunto. Mais importante que falar é deixar falar, induzindo todos a se expressarem. Quando só o catequista fala, ninguém garante que a turma tenha se ligado à reflexão. Mas quando o grupo fala, tem-se a certeza de que de algum modo houve interiorização.
O momento do comentário é privilegiado para perguntar, tirar dúvidas, esclarecer. Deve-se dar essa liberdade aos catequizandos, mas sem perder o controle do debate, prolongando-o em demasia. Às vezes, quando o tema desperta interesse, a turma parece querer passar o resto do dia em discussão. O catequista saberá dosar tudo isso para que o encontro não vá muito além do horário programado. O segredo é buscar a objetividade.
Quando o assunto exige, para sua compreensão, certa organização lógica, costumamos sugerir que se use algum recurso didático apropriado, que venha auxiliar a reflexão: cartazes, faixas, álbuns seriados. Esses recursos facilitam a organização das idéias e proporcionam uma síntese mais conveniente. Quando o assunto é mais intuitivo e depende mais da opinião pessoal, costumamos sugerir alguma forma de partilha. A partilha é importante porque ajuda cada um a emitir suas opiniões. Afinal, o catequizando precisa ser incentivado a elaborar o seu pensamento a partir dos conteúdos apresentados. A partilha é possível é útil em qualquer idade. Só vai diferir quanto ao seu conteúdo. Mesmo uma criança de cinco anos já sabe emitir opiniões sobre os temas propostos, desde que compreenda o assunto.
5. QUANTO AO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
Enfim, é importante frisar aqui o aspecto da comunicação que deve merecer atenção em todos os momentos do encontro, principalmente na hora do comentário.
Podemos falar novamente da comunicação horizontal e vertical que engloba todo o processo de reflexão da Palavra de Deus. A comunicação horizontal vai do catequista ao catequizando e, deste, retorna ao catequista. A comunicação vertical vai de Deus ao catequizando e, deste, retorna a Deus, em forma de adesão íntima e pessoal. Vejamos melhor esses quatro aspectos. Se faltar um deles, o processo de evangelização ficará incompleto.
1º) O catequista precisa se comunicar com os catequizandos, saber uma linguagem que eles entendam, de um modo que apreciem. Há dois problemas possíveis aqui. O primeiro é quando nem o catequista entendeu direito o assunto e, por isso, não consegue comunicá-lo com clareza. Ninguém então entende nada. O segundo é quando o catequista assume certas atitudes que produzem antipatia na turma como o mau humor, a falta de graça, o moralismo, o autoritarismo, a dificuldade de ouvir o catequizando, o monopólio da verdade (que acontece quando o catequista se coloca como o dono da verdade, em ouvir a posição dos catequizandos) – tudo isso pode prejudicar a empatia, principalmente – mas não somente – quando se lida com crianças já mais amadurecidas ou a partir da adolescência.
2º) O catequista precisa também abrir um canal de comunicação com os catequizandos. Se acomunicação vai apenas do catequista ao catequizando, e não retorna, será deficiente. Às vezes, essa comunicação de retorno é mais difícil. O catequista precisa de certo jeito para escutar a turma, compreendendo sua realidade, suas idéias, suas opiniões, seu mundo. Comunicação sem retorno é sempre incompleta. É como quando se envia uma carta que fica sem resposta. É pela resposta dos catequizandos que se perceberá com que profundidade acolheram e assimilaram o assunto, transformando-o em expressões próprias de seu conhecimento. O catequizando não precisa sair da catequese repetindo tudo o que o catequista afirmou. O que se espera é que o catequizando seja confrontado com toda a mensagem proposta e possa se posicionar diante dela, elaborando seu conhecimento. Nesse sentido, o catequista não se desespere se a turma questionar e protestar, parecendo não concordar com certos temas. Talvez haja maior assimilação ao protestar que ao se calar. Esse raciocínio, no entanto, não dispersa o catequista de usar todo o seu poder de convencimento, para gerar na turma uma adesão aos valores propostos.
3º) O catequista precisa estabelecer a comunicação de Deus com os catequizandos. A Palavra que se ouviu é Palavra de Deus. Com as devidas proporções, é Deus falando. A turma precisa ouvir a Palavra como coisa de Deus. Deus quer nos comunicar algo. Estamos, entretanto, diante de afirmações delicadas e perigosas, pois certos conceitos como Palavra de Deus, voz de Deus, vontade de Deus nem sempre são muito claros. É preciso ter cuidado para não colocar nossa vontade como sendo vontade de Deus. Nem mesmo podemos colocar a vontade da Igreja como desejo último de Deus. São três coisas distintas. Ao emitir sua opinião, o catequista deve deixar claro que se trata de sua opinião. Ao comentar a doutrina da Igreja, precisa deixar claro que é o pensamento da Igreja, , sempre voltado, é claro, para a busca do bem de toda a humanidade. A vontade de Deus, no entanto, será sempre um mistério. Cada pessoa a ouvirá diretamente em seu coração, em sua consciência. O catequizando aprenderá a concluir o que Deus lhe mostra, a partir de tudo, quando se reflete num encontro. Mas a comunicação de Deus ao catequizando acontecerá sempre no íntimo de cada um. Por isso, é bom evitar expressões ambíguas, tais como: “Deus me disse isso”, “Deus está dizendo aquilo”, “Deus me revelou tal coisa”. A não ser em frases genéricas e óbvias, como: “Deus quer o bem de todos”.
4º) O catequista precisa ainda incentivar a comunicação dos catequizandos com Deus. Trata-se de dar uma resposta, um retorno àquela iluminação divina que tiver sido captada a partir da reflexão sobre a Palavra. Mais uma vez, é preciso frisar que também essa resposta acontecerá no íntimo de cada um e dependerá de quanta luz o catequizando absorveu pela reflexão e por todo o encontro. Essa resposta é que produzirá depois a tão propalada mudança de vida. Mas não muito como induzir mudança de vida. O que o catequista pode e deve fazer é iluminar ao máximo o coração do catequizando, com a luz da reflexão, proporcionando assim a mais clara adesão que ele for capaz. Mas essa capacidade será sempre muito pessoal e dependerá de muitos outros fatores que escapam ao controle do catequista. A melhor resposta à Palavra de Deus é a simpatia e o amor do catequizando com Deus eqüivale a regar esse amor e essa simpatia, criando condições favoráveis para que floresça no coração de cada catequizando uma atração forte por Deus.
23 dezembro 2009
Diálogo e comunicação na catequese
Mas, que vem a ser diálogo?
Diálogo não é...
- conversa para legitimar resoluções já tomadas;
- um meio de “dobrar“ o outro;
- só ouvir ou só falar;
- uma conversa que só pode ter um resultado final;
- dar bons conselhos a quem não sabe nada;
- algo que só é considerado bem-sucedido quando convencemos o outro;
- conhecer a opinião do outro para poder combatê-lo melhor.
Diálogo é...
- um ato de mútua aprendizagem;
- uma oportunidade para conhecimento do outro;
- uma conversa cujo resultado não se prevê;
- um exercício de respeito
- uma comunicação horizontal;
- algo que pode ter sucesso mesmo quando as opiniões divergentes são mantidas;
- crer na boa vontade do outro, mesmo se discordamos.
Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui.
É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida.
A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas.
Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis.
Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que se evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.
Espiritualidade do diálogo:
nas relações da pessoa consigo mesma: amor à verdade, desejo de conversão, humildade, capacidade de autocrítica e de perdão, despojamento, plasticidade mental, alegria, vontade de aprender...
nas relações com o outro: caridade, paciência, fraternidade, ternura, superação de preconceitos, solidariedade, lealdade...
nas relações com Deus: descoberta da presença de Deus, compromisso com o Reino, oração, confiança na ação do Espírito Santo, vida sacramental, espírito de fé, esperança inabalável, amor incondicional.
Lembrete...
Comunidade é o engajamento livre e espontâneo de cada um numa ordem superior. Aí cada um deve procurar a harmonia com os outros estando sempre prontos a vencer-se e a dominar-se. (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Nunca estamos prontos e acabados. Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo caminho de santidade.
COMUNICAÇÃO:
A missão do catequista é fazer ecoar a Palavra de Deus. Ele é sobretudo um comunicador, por isso “é necessário que a catequese estimule novas expressões do Evangelho na cultura na qual este foi implantado.”(DGC 208).
Toda a formação do catequista deve estar finalizada nesta arte da comunicação da fé pois, na ação catequética, catequistas e catequizandos são sujeitos da comunicação.
Nesta comunicação dialogal o importante não são tanto os meios de comunicação, mas os gestos interpessoais. É preciso descobrir cada vez mais a linguagem da pessoa: é a linguagem primordial.
“Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam realmente um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)
Daí a necessidade de se exercitar na comunicação humana, afetiva e valorizar a Liturgia como um dos grandes meios de Deus comunicar-se conosco.
Neste sentido é de suma importância o uso dos elementos culturais, particularmente os simbólicos, que possam favorecer mais facilmente a partilha.
04 dezembro 2009
ROTEIRO DE PARA RETIROS
9:30 h- abertura (oração em grupo, palavra, dinâmica quebra gelo- para haver entrosamento e as pessoas se conhecerem- divide as pessoas em dois grupos e cada grupo recebe uma fita no braço de uma cor - então damos início a gincana. Cada grupo escolhe o nome da equipe, o grito de guerra, o líder)
12:00 h - almoço
12:30 h- já valendo ponto - as equipes ajudam na arrumação da cozinha 13:00 h - tempo livre (ouvir música, dormir, nadar, conversar....)
16:00 h - provas de gincana
18:00 h - banho
19:00 h- jantar
20:00 h - culto
21:00 h - provas de gincana (teatros, representações, atividades feitas dentro do salão)
22:30 h - dormir
Nos outros dias:
7:00 h - acordar
7:30 h - café
8:00 h - devocional / a sós com Deus/ palavra
9:30 h - gincana
12:00 h - almoço
12:30 h- arrumação
13:00 h - livre
16:00 h - gincana
18:00 h - banho
19:00h - jantar
20:00h -culto
21:00 h - teatro/ música/ campeonato
22:30 h - dormir
Último dia:
7:00 - acordar
07:30 h - lanche
08:00 - momento de avaliação grupal
09:00 - oração e despdidida
02 dezembro 2009
ONDE FAZER O RETIRO?
Casa de retiro? Colégio? Salas e salão principal da Igreja?
Cada local possui seus prós e contras. É importante saber e organizar o retiro de acordo com as necessidades e aí o local é parte importante. Tanto que a partir daí que é possivel dimensionar quantos farão e poderão trabalhar no local, se será cobrado valor ou será apenas doação simbólica, tudo se percebe a partir daqui.
Casa de retiro – é o mais indicado. O próprio nome já diz, ele já é feito justamente para isso. Já possui a estrutura para as equipes se organizarem no local, muitos já separam os quartos em dois blocos facilitando a separação do bloco feminino para o masculino. Algumas casas também além disso já possuem equipe fixa que faz a comida, bastando apenas que o pessoal leve os ingredientes. A programação fica mais solta tendo um horário maior para utilizar, dá até para que haja revezamento de vigilia ao Santíssimo Sacramento, coisa que em nenhum lugar seria possível. O que vai pesar para o grupo é justamente o preço, porque estas casas não são de graça e não dá pra levar quinhentas pessoas para ficar mais barato já que existe quantidade mínima e maxima para ocupar o local e isto inclui quem vai trabalhar também. Não se esqueça, casas de retiro são mais encontradas em locais afastados, no interior. Então inclua no preço o valor do ônibus para levar a todos.
Escola – Possui várias salas o que possibilita mais gente trabalhando. Se o retiro funciona usando o pátio principal apenas para almoço, janta e depois a partes finais do evento como a missa, as salas possibilitam que uma delas seja a sala de palestras ou “plenário” como também fica conhecido. Como existe sempre algumas equipes que só serão apresentadas no final, o silêncio é algo importante, coisa que com jovens de idade abaixo dos 18 até pela energia, as vezes é complicado. Aqui serve muito bem para encontros de adolescentes, jovens e casais (EAC, EJC e ECC) perfeito devido a movimentação. Inclusive a quantidade pode ser aumentada, já vi retiros assim com quase 100 pessoas, acima disso vi retiros de primeira experiência da RCC onde a idade e a quantidade não são requisitos até pela facilidade de tornar um encontro assim mais perto da comunidade e das pessoas que moram na cidade. O ponto fraco aqui é que a extensão do programa não pode atingir horários arriscados. Vinte horas seria um momento bom para o encerramento ou uma segurança reforçada. O outro fato é que para compensação do horário o outro dia o costume é entrar mais cedo, sem contar que quase sempre ocorre um pequeno atraso na programação que também precisa ser considerado. A escola possui cozinha, mas a equipe terá que ser desenvolvida pelos que trabalham no retiro, sendo esta a unica que deve comportar apenas casais. Ou algum jovem que faz gastronomia…
Salões da Igreja – Com o padre a disposição pode ser a melhor opção principalmente se está no cronograma a possibilidade de confissão para os jovens. Se existem salas suficientes também fica facil a execução do encontro. Até para levar materiais da comunidade, já está tudo ali então nem há problemas. Por razões financeiras, assim como na escola o valor exigido para o grupo será o que na maioria das vezes no momento das reuniões para o retiro, pede-se uma doação para o que será usado, mais os gastos que podem surgir ou doações que faltaram. A grande dificuldade aqui é que sempre há uma pastoral esquecida ou o salão principal que ficará como sala de palestras, acaba sendo invadida por gente que está desinformada ou por pessoas que vieram para a missa e estão procurando o banheiro. Sem contar que algumas programações na comunidade podem ser esquecidas, provocando discussões desnecessárias como por exemplo, a catequese que não foi avisada e usa as salas, quando chega encontra tudo barrado e aquelas 50 crianças que chegam com os pais não tem onde ficar. É preciso que nestes casos a programação e os avisos fiquem bem claros na comunidade e sejam informados todas as pastorais, movimentos e grupos. Já vi em alguns casos a missa acontecendo e o grupo começa a cantar, bem alto no salão ao lado, o som vai pra dentro da Igreja…
Seja qual for o local, estude os prós e contras. Não há local perfeito onde não haja alguma dificuldade. Se não for dinheiro, será espaço, ou locomoção de produtos, de pessoas. O importante é planejar bem e orientar quem fará toda esta parte, em relação a dinheiro existem muitas formas de reduzir o custo para os jovens e isso tem que acontecer devido aos eventos e o planejamento anual. Importante também os dirigentes finanças se programarem em relação a tudo isso.
30 novembro 2009
TEMA :Sexualidade na catequese
Tenha respeito pela faixa(s) etária(s), moderando sua linguagem e abordagem.
Muitas das questões serão polêmicas, mas nós não podemos fingir que elas não existem e, simplesmente, deixar de tratá-las para evitar "confusão".
Dentro dessa linha, sugerimos alguns exemplos de atividades que podem ser usadas, fazendo-se as devidas adaptações de acordo com a realidade do seu grupo.
Adolescência
· Misturar figuras de crianças e jovens e pedir ao grupo que separe as figuras usando algum critério. Em seguida, perguntar: quais são as diferenças entre elas? O que faz e em que pensa uma criança? O que faz e em que pensa um jovem/adolescente?
· Ressaltar que Jesus acompanha as mudanças da nossa vida e propõe como passarmos melhor por elas. Dividir o grupo em equipes:
Equipe A - Pesquisar em I Cor 6, 12-20 e responder: Como Cristo vê as mudanças que acontecem em nosso corpo?
Equipe B - Pesquisar em I Cor 3, 18-21 e responder: Que cabeça Cristo quer para nós?
Equipe C - Pesquisar em Jo 9, 1-7;39-41 e responder: Como Cristo espera que seja o meu olhar?
Equipe D - Pesquisar em I Jo 4, 7-21 e responder: Que coração Cristo quer para nós?
Equipe E - Pesquisar em Fil 2, 1-4 e responder: Que relacionamento Cristo espera de nós?
· Dinâmica dos rótulos: fazer as tiras de papel com variadas características e colar nas costas de alguns adolescentes sem que eles saibam o que está escrito. Eles vão passear pela sala, e os demais membros do grupo devem trabalhar sua expressão corporal, agindo conforme está escrito. Após alguns minutos, verificar se os adolescentes escolhidos conseguem descobrir qual é sua característica. Ao final, questionar como muitas vezes rotulamos as pessoas, sem nem conhecê-las direito.
Sou carente:
me abrace.
Sou violento(a):
fuja de mim.
Sou infeliz:
me console.
Sou prestativo(a):
me peça um favor.
Sou engraçado(a):
sorria para mim.
Sou esnobe:
me despreze.
Sou fofoqueiro:
cochiche ao meu ouvido.
etc...
Consciência Corporal
· Deus me criou do jeito que eu sou -- homem ou mulher -- para que eu seja feliz e faça os outros felizes.
· Oração de agradecimento pelo nosso corpo (todos de olhos fechados, com fundo musical suave)
· ESTERIÓTIPOS E PRECONCEITOS: O que é ser homem? O que é ser mulher?
· Fazer uma dramatização que represente o modo como meninos e meninas são educados. Há diferenças? Por quê?
· O que dizer a respeito de frases do tipo: "Homem não chora."? "A mulher é menos capaz do que o homem."?
· Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só." (Gn 2, 18). Que tipo de atitudes o homem e a mulher devem ter para que um realmente complete o outro?
· Cada menino descreverá um homem que admira e cada menina fará o mesmo com uma mulher. Depois, cada um deve justificar sua escolha. Os valores apontados são realmente importantes? Por quê?
Amizade
· Refletir sobre a passagem de Eclo 6, 14: "Um amigo fiel é uma poderosa proteção, quem o encontrou, encontrou um tesouro."
· Teia das amizades: todos os participantes em círculo, com um rolo barbante, um de cada vez enrola o fio e joga o rolo para um colega. Antes de jogar, porém, ela(a) deverá dizer quais são as características que considera mais importante em um amigo verdadeiro e o nome de um amigo. Ao final, será formada uma grande teia que mostra como nós estamos todos ligados, pois, em Cristo, somos irmãos e dependentes uns dos outros.
· Corrente com os nomes, em que cada um escreve seu nome numa tira de papel e o catequista vai unindo as tiras (como as correntes para enfeitar festas juninas). A mensagem é que nossa amizade não deve ser escravizante, mas sim, uma corrente aberta para que sempre caiba mais elo.
· Amigo oculto
Namoro
· Para que serve o namoro? Como duas pessoas podem realmente se conhecer melhor nesta fase do relacionamento?
NAMORAR
Vantagens
Desvantagens
CARACTERÍSTICAS DO NAMORO CRISTÃO
· Organizar em conjunto com a pastoral familiar um encontro para namorados e noivos para os adolescentes e jovens da comunidade.
Matrimônio e Família
· A plena vivência da nossa sexualidade requer:
União Confiança Partilha Compromisso
· Nossa garantia e segurança estão no sacramento do matrimônio, por isso, quem ama espera; afinal "...o amor é paciente.." (I Cor 13, 4a)
· Os perseverantes podem entrevistar um casal da comunidade que seja um testemunho vivo do sacramento do matrimônio: o que fez o casamento dar certo? Quais são as características de um matrimônio feliz? O que fazer quando surgem os problemas?
· Oração de cura e de perdão aos membros da família. Pode ser feita através de música. Ex.:
Dentro de mim há uma fonte, uma fonte de amor/ Dentro de mim há uma fonte, para o irmão para o Senhor/ Posso perdoar quem me feriu e até o levantar se ele caiu/ Eu tenho paz (2x)/ Para lhe dar (2x)/ Eu tenho amor (2x)/ Pra perdoar (2x)/ Pois eu sou bom (2x)? Meu pai é bom (2x)/ Minha mãe é boa (2x)/ Meu irmão é bom (2X)...
· Valorizar datas como dia dos pais e dia das mães, realizando encontros com as famílias, apresentando encenações ou músicas de homenagem, confeccionando mensagens ou lembrancinhas.
· Estabelecer sempre contato com os responsáveis (reuniões, encontros, visita às casas...)
· Meditar sobre a Sagrada Família que deve ser sempre o nosso exemplo (Lc 2, 41)
Liberdade
· O que é ser livre? É fazer tudo o que "der na telha"? A liberdade tem limites?
· Deus nos conhece melhor do que nós mesmos. Ele sabe como nós devemos ser felizes: seguindo os seus ensinamentos. A partir desta premissa, pode-se fazer uma reflexão sobre os mandamentos.
· Toda libertação tem uma dose de risco. Aprofundar este aspecto, lembrando que o povo hebreu teve que abrir mão de muita coisa em troca da liberdade da escravidão no Egito (Ex 3-4) e acabou reclamando muitas vezes dos sacrifícios e responsabilidades que ser livre pode trazer (Ex 14--17), mas, os que foram fiéis viram as promessas de Deus se cumprirem ao longo da caminhada.
· O que é ter liberdade de escolha? Comente o exemplo de Esaú e Jacó (Gn 25, 29-34). Esaú não quis desistir de seu almoço e acabou perdendo o bem mais precioso que tinha: o direito à primogenitura. E nós? Estamos prontos para tomar decisões? Sabemos diferenciar entre o que é importante e o que é urgente? Temos consciência de que uma única escolha errada pode até mudar a nossa vida radicalmente? Cite exemplos.
· Teste de maturidade:
Perguntas
sempre
(2 pts)
às vezes
(1 pt)
nunca
(0 pts)
Você faz questão de cumprir sempre o que promete?
Você costuma reconhecer quando não tem razão?
Você pede desculpas quando ofende alguém?
Você evita empurrar suas tarefas para outras pessoas?
Você se interessa pelo que acontece no seu bairro, cidade, país?
Você sabe guardar um segredo que um amigo lhe confia?
Você é capaz de recusar um programa interessante por causa de um compromisso que já tinha assumido anteriormente?
Você tem coragem de defender o que é certo, mesmo que isso lhe coloque em uma situação difícil?
Criar um critério de pontuação, divulgar e comentar os resultados.
Vocação
· Orientação vocacional por pessoa especializada:
- Psicóloga para orientar com relação à escolha profissional
- Visita à seminário ou convento para conhecer a vida sacerdotal/religiosa
- Contato com membros de outras pastorais e/ou trabalhos sociais que a Paróquia desenvolva
Santidade
· Aprofundar o 5º e o 6º mandamentos:
5º mandamento (Ex 20, 13; Mt 5, 21s): o nosso Deus é o Deus da vida. Qualquer ameaça ou atentado à vida é um ataque ao próprio Deus (Jo 10, 10).
- Cumprir este mandamento pressupõe também cuidarmos bem do nosso corpo. O que podemos fazer por nossa saúde física e mental? (alimentação saudável, consulta regular ao médico e dentista, prática de esportes, bons programas, conversas e leituras...) E o que vai de encontro a isso, fazendo com que nos matemos "aos poucos"? (fumo, álcool, drogas, remédios...)
- Debater temas como aborto, bebês de proveta e clonagem, usando reportagens de jornais e revistas ou a presença de um profissional cristão mais gabaritado e fiel aos ensinamentos da Igreja. O conhecimento e a aprovação do sacerdote é fundamental para esta atividade.
- Aprofundar a oração de São Francisco: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz...”
6º mandamento (Ex 20, 14; Mt 5, 27-32)
- Respeitar o corpo e a dignidade dos outros, mas também a sua própria.
- Apresentar a proposta da castidade como controle, autodomínio que nos leva a viver sadiamente nossa afetividade.
- Crescimento igual e harmonioso do homem e da mulher. Os dois devem procurar ser fiéis aos mandamentos de Deus.
- Meditar na passagem: I Jo 2, 14b: "Eu vos escrevo, jovens, porque sois fortes, porque a Palavra de Deus permanece em vós e porque vencestes o maligno."
- Valorizar a santidade através de pesquisas da vida dos santos, feiras e exposições, orações... Em especial, aumentar a devoção mariana: Maria, modelo de castidade a serviço de Deus e da comunidade. "Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada..." (Lc 1, 48b).





