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24 setembro 2011

Iniciação Cristã (CONCLUSÃO)

Prezado catequista ou leitor!
Cheagamos no último post sobre iniciação cristã, esperamos que de alguma forma essa formação possa ter sido útil a você e sua comunidade!
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Durante todo esse mês foram 6 post sobre o tema.


VAMOS AS CONCLUSÕES:

  1. Iniciação Cristã é um jeito de dar catequese que ajuda o catequizando a fazer uma forte experiência do amor de Deus e a realizar um encontro vivo e decisivo em sua vida. Leva à configuração com Cristo, a uma nova vida, com vivência litúrgica, participação na comunidade eclesial e prática missionária.
  2. Iniciação Cristã é sinônimo de: conversão, transformação, mudança de vida, seguimento de Jesus, união entre fé e vida, que leva ao encantamento por Jesus e pelo evangelho, à participação na liturgia e vida de oração, ao engajamento na comunidade é à missão evangelizadora.
  3. A Iniciação Cristã é um processo, uma caminhada, um itinerário com etapas progressivas, com estudo, celebração e vivência da fé. Portanto, é um caminho a ser percorrido, cujos pontos principais são: o encontro com Cristo, a conversão, o discipulado, a vida litúrgica, a vivencia comunitária e a missão evangelizadora.
  4. Iniciação Cristã é antes de tudo fascinação e encantamento por Jesus Cristo e o reino, é uma decisão de seguir Jesus, ter seus sentimentos, seus critérios, suas atitudes. Esta catequese não focaliza a doutrina, a obrigação, o ensino teórico, pelo contrário, procurar atrair, encantar, fascinar o catequizando no seguimento de Jesus, no amor à Igreja, na vida de oração e na missão transformadora.
  5. A Iniciação Cristã é o jeito de dar catequese, é uma pedagogia e metodologia que une fé, oração, amor fraterno, missão. O tempo de duração da catequese chama-se catecumenato porque antigamente preparava os adultos para receber os sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Hoje, chamamos de catecumenato tanto a catequese para adultos não batizados, como para adultos batizados mas não evangelizados.

23 setembro 2011

Como acontece a iniciação? cristã e seus frutos.


1.   Como acontece a iniciação cristã?
A iniciação cristã é um processo, uma experiência, um caminho que se percorre (nº 289) a saber:
a) O anúncio da Palavra. O primeiro passo da iniciação cristã é o anúncio, a boa noticia, a pregação da Palavra. Daí a necessidade de catequistas iniciados, isto é, com a experiência do encontro com Jesus Cristo e sua Palavra.
b) O encontro com Cristo. É um encontro marcante, transformante, vivo, persuasivo. Trata-se de uma experiência pessoal e comunitária, algo envolvente, impactante, apaixonante.
c) A conversão permanente. O encontro com Jesus Cristo leva à conversão, à mudança de vida, à transformação de jeito de pensar, sentir, agir e ser.
d) Inserção na comunidade. A Igreja é o corpo de Cristo, comunidade de fé, esperança e caridade. Quem se encontra com Cristo, descobre a Igreja, nela se engaja e trabalha. Crescer no conhecimento bíblico e participar da vida sacramental é um jeito concreto de se viver a iniciação cristã.
e) Espírito e ação missionária. Todo cristão, todo batizado e toda Igreja de Cristo é em si mesma missionária. A iniciação culmina na missão que por sua vez aprofunda a comunhão com Cristo e sua Igreja.

2.   Frutos da iniciação cristã.
São muitos frutos da iniciação cristã. Antes de tudo a pessoa entra num processo de conhecimento, amor e seguimento de Jesus Cristo. Ele faz a vida ser nova, bela e grande. Os cristãos iniciados têm a identidade cristã bem definida através das convicções fundamentais que vêm da fé e o sentido da vida.
O Documento de Aparecida (nº 292) elenca alguns frutos da iniciação cristã:
a) O espírito de oração: a iniciação ensina a rezar, cria em nós o hábito de oração, o gosto de rezar e a perseverança na oração.
b) O amor à Palavra: há uma familiaridade, um apego, uma paixão pela Palavra de Deus e a vivência da mesma.
c) A prática da confissão: quem recebe a iniciação procura o sacramento do perdão, porque vive num processo de conversão e de santificação.
d) A participação da Eucaristia: é uma participação consciente profunda, amorosa que ajuda o iniciando viver o mistério pascal no cotidiano ou semanalmente.
e) Inserção na comunidade: a pessoa iniciada ama a Igreja, por ela sofre, nela trabalha com amor, generosidade e dedicação.
f) A solidariedade: é a vivência da caridade, do amor fraterno, da justiça e promoção humana.
g) O fervor missionário: quem teve uma catequese de iniciação cristã, demonstra essa experiência na ousadia, criatividade e ímpeto missionário. Adquire espírito e consciência missionária.
A paróquia é o lugar onde se ensina e se vive a iniciação. A Igreja nos oferece o livro litúrgico, Ritual de Iniciação Cristã de Adultos - RICA, que é fonte de ensinamento, prática e celebração da iniciação cristã.
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20 setembro 2011

Como ser Catequista de Iniciação Cristã?



1.   O catequista deve ser pessoa convertida, evangelizada, entusiasmada. Pessoa de oração diária, que fez a experiência do amor de Deus e dá catequese como um ato de amor. O catequista reflete em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus Cristo, seu reino e sua Igreja. Transmite uma experiência de vida, não uma teoria, nem uma doutrina racional e vazia.
2.   O Catequista deve dar catequese com alegria. Os catequizandos são tocados pela alegria do catequista. Esta alegria toca, convence, inflama, atrai as pessoas ao seguimento de Jesus. Quanto mais alegria, tanto mais a catequese será agradável e convincente. A alegria é sinal da fé, manifesta a experiência feita do amor de Deus e o desejo de comunicá-la. O bom catequista tem fé, competência e metodologia, mas transmite tudo isso através da alegria.
3.   O catequista que tem Iniciação Cristã fez a experiência do amor de Deus e quer mostrar, ensinar, divulgar a experiência do amor de Deus. Este amor vivido desperta o coração dos ouvintes. Quanto mais o catequista ama sua sala, seus catequizandos, tanto mais vai cativá-los no amor de Deus. Assim, os catequizandos sentirão a alegria de descobrir que são amados por Deus.
4.   A catequese de Iniciação Cristã começa mostrando quanto amor Deus tem por nós, dando-nos Jesus na manjedoura, na cruz e no sacrário. A morte e ressurreição de Jesus são grandes provas do seu amor. O centro da catequese é mistério pascal, a morte e ressurreição de Jesus, por amor de nós. Assim toda a Escritura Sagrada é uma carta de amor. Os sacramentos são gestos, abraços e beijos do amor de Deus. Até o sofrimento, enquanto chance de conversão e crescimento, é também amor de Deus, advertência e providencia de Deus para o nosso bem. A Igreja é mãe amorosa que nos acolhe, batiza, crisma, perdoa, alimenta e reza por nós. A catequese é um ato de amor de Deus e da Igreja para nossa felicidade e salvação.
5.   Uma catequese dada com amor e por amor e dada com alegria, suscita no coração do ouvinte a esperança de ser melhor, o desejo de mudar, a aspiração de se converter e se salvar e de ajudar os outros a descobrir este amor.
6.   O catequista da Iniciação Cristã faz diariamente a meditação da Palavra de Deus, tem seu ritmo de silêncio, de escuta, de oração pessoal, precisa permanecer na “escola da Palavra” para interiorizar a mensagem e comunicá-la com ardor. É um contemplativo que transmite o que armazena em seu coração. A boca fala do que vem do coração. Na iniciação Cristã acontece a catequese apostólica: “Chamou-os, para estar com Ele e enviou-os a evangelizar” (Mc 3, 14-15).
7.   O Catequista da Iniciação Cristã tem quatro pilares nos quais se afirma: 1) Oração diária, vida de oração que brota da fé. Deve ser mestre de oração. 2) Competência: é uma pessoa que estuda, faz cursos, tem o habito de leitura, procura cultivar-se. 3) É humano, isto é, tem cuidado, carinho, amor, ternura e responsabilidade pelos catequizandos. Tem um amor exigente que leva a serio sua missão. 4) Tem pedagogia e metodologia de ensino.
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16 setembro 2011

Por que a Iniciação Cristã é importante?


1.   A Iniciação Cristã é importante, porque leva o catequizando a se encontrar, se entusiasmar e vibrar pela fé cristã, pela Igreja, enfim, pela religião católica. Há um envolvimento, um experiência, um encontro, uma descoberta que comove, que atrai e que fascina o catequizando. Com a Iniciação Cristã, a catequese deixa de ser obrigação, lei, dever, coisa pesada ou chata. Pelo contrário, cresce a amizade por Jesus, o amor pela Igreja, o desejo de ser melhor. A Iniciação Cristã envolve a vida do catequizando. Ele vai sentir-se amado por Deus e engajado na comunidade.
2.   A Iniciação Cristã, evita uma catequese de decoreba, de doutrinação, de ler um livro ou catecismo como se fosse uma aula qualquer. Catequese não é uma aula qualquer, coisa parecida com aula de matemática, de português etc., um ensino só para a cabeça. A Iniciação Cristã toca mais o coração e a vida, ajuda a realizar uma experiência viva, onde o catequizando se envolve afetivamente, cresce na fé, deseja ser melhor. Assim, este catequizando não desaparece depois da Primeira Eucaristia, nem depois da Crisma. Ele vai perseverar e vai se engajar na comunidade. Vai “permanecer no amor”.
3.   A Iniciação Cristã cria no coração do catequizando o hábito da oração. Leva-o a gostar da liturgia, das celebrações, da prática dos sacramentos. Faz tudo isso por convicção, não por obrigação. Tem o gosto de rezar e de participar das celebrações da fé, vive cristãmente o dia do domingo. Portanto, adquire gosto espiritual e vive a vida no Espírito. Vibra pela celebração da fé. Torna-se um cristão participante e atuante na comunidade.
4.   A Iniciação Cristã desenvolve um tal gosto e vibração pela fé que o catequizando vai sempre querer crescer mais, aprofundar-se. Para ele catequese é um processo que nunca acaba. Não faz catequese para receber os sacramentos, pelo contrário, entra num processo, numa caminhada de continuidade, de perseverança, de aprofundamento, de formação permanente.
5.   A catequese de Iniciação Cristã, forma cristãos convictos do amor de Deus, encantados por Jesus e seu reino; participantes da comunidade e construtores da sociedade. Tudo isso acontece porque esta catequese leva a um encontro vivo, uma experiência de vida, um desejo de maior conhecimento e vivencia da Palavra. Portanto, conduz o catequizando a uma maturidade em Cristo que se expressa no testemunho de vida e no compromisso missionário. A Iniciação Cristã conduz à prática e vivência do evangelho. Supera a catequese só doutrinal, ou só por costume, tradição, dever, mas leva à convicção que catequese é uma caminhada, um processo, um itinerário que transforma a vida e leva à vivência Cristã. A Iniciação Cristã é uma catequese que cria no coração do catequizando o amor aos irmãos, o cuidado pelos pobres, a luta por um mundo melhor, a consciência da transformação da realidade onde o outro é irmão. A iniciação Cristã ensina a dimensão social da fé, isto é, a caridade, a solidariedade, a fraternidade e a verdadeira libertação.
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14 setembro 2011

Seis passos da Iniciação Cristã

.   O encontro. A Iniciação Cristã começa por um encontro vivo, envolvente, atraente com Jesus Cristo. A própria catequese ajudava o catequizando a encontrar-se com Jesus e encantar-se por Ele. Este encontro era uma experiência, provocava um fascínio através do qual se iniciava uma grande amizade com Jesus. O catequizando queria ser como Jesus, imitar Jesus, seguir o jeito de Jesus, ter as atitudes de Jesus.
.   A conversão. O catequizando se transformava, mudava de vida, tornava-se discípulo fiel. Adquiria o desejo de ser sempre melhor e por isso deixava o Espírito Santo ir cristificando toda a sua pessoa e a sua vida. O evangelho mudava a vida do catequizando. Ele era evangelizado, convertido, transformado em nova criatura.
.   O discipulado. A catequese de Iniciação Cristã criava o desejo e o gosto de ser melhor, de aprofundar-se, de crescer. As pessoas sentiam-se atraídas pela Bíblia, pela Palavra de Deus. Sua formação e sua catequese era permanente, não parava, pelo contrário, os catequizandos pediam e buscavam mais conhecimento para amar e servir melhor a Deus e aos irmãos. A condição primeira para o discipulado é o aprofundamento bíblico.
.   O engajamento na comunidade. A Catequese de Iniciação cristã conduzia o catequizando a amar a Igreja, envolver-se na comunidade, participar da vida da comunidade, vibrar com sua comunidade. A presença, o testemunho de vida e os trabalhos na comunidade eram frutos da catequese de Iniciação Cristã. Na verdade os catequizandos não fugiam, não se afastavam, não viraram as costas para a comunidade. Recebiam uma consciência comunitária, uma fé comunitária, um cristianismo comunitário. Permaneciam e perseveravam na comunidade e tinham profunda vivência litúrgica.
.   A celebração. A catequese de Iniciação Cristã unia catequese e celebração, catequese e liturgia. Unia fé e oração, fé e vida sacramental. Nesta catequese a pessoa aprendia e celebrava os sinais e gestos litúrgicos, os ritos e hinos, os sacramentais e a religiosidade popular. Sacramentos, sacramentais e celebração eram chamados de: mistérios. Iniciar-se ou seja, conhecer e celebrar estes mistérios, aprender estas verdades era a mistagogia = introdução aos mistérios. Nada era realizado por obrigação mas por convicção, por maturidade na fé.
.   A missão. A Iniciação leva à missão, à evangelização, ao apostolado. Anunciar, pregar, divulgar para os outros até os confins da terra, as maravilhas do amor de Deus que salva a todos, era o grande resultado da Iniciação. “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (Atos 4, 20). Este zelo e consciência missionária chegava, às vezes, até ao martírio. A catequese de Iniciação deixava no coração dos catequizando a audácia, o desassombro, a criatividade e o ímpeto missionário.
.   O testemunho. O cristão iniciado testemunha sua fé onde quer que esteja. Assume compromissos e tarefas na comunidade eclesial e na sociedade civil. Luta contra todo o tipo de injustiça, combate a corrupção, promove com todo ardor a paz.
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09 setembro 2011

Que é a Iniciação Cristã?



A Iniciação Cristã é um processo através do qual a pessoa é inserida no mistério de Cristo, morto e ressuscitado, se torna discípula de Cristo e em seguida é admitida aos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia (cf. Leão Magno, De Baptismo I,1). A Iniciação Cristã acontecia através de um método chamado catecumenato. Este método marcou os primeiros tempos da Igreja. Esta catequese levava o catequizando a fazer uma experiência profunda com Jesus Cristo e seu reino. Não era apenas uma doutrina, um ensino, um catecismo, era um verdadeiro encontro, uma experiência de vida que encantava, empolgava, apaixonava o catequizando, no amor a Deus e aos irmãos.
1.1.   Por que se dá a este processo o nome de Iniciação Cristã? Porque era o inicio de uma caminhada, de um itinerário, com diversas etapas, através da qual o catequizando adquiria maturidade, profundidade, transformação de sua vida, tornando-se um cristão adulto, competente, participativo, alegre, um verdadeiro discípulo missionário. Tornava-se um cristão evangelizado. Iniciação cristã é o inicio de um caminho que leva a um processo de transformação pessoal, comunitária e social.
1.2.   O catequizando se chamava de catecúmeno, porque a Iniciação Cristã acontecia através de um método chamado catecumenato, ou seja, era a catequese de preparação para os sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia. O catecumenato (Iniciação Cristã), não era uma doutrinação, um ensino racional, mas envolvia o catequizando de tal maneira que ele se tornava evangelizado, discípulo, missionário.
1.3.   A Iniciação Cristã era feita em etapas, com ritos, celebrações, gestos, símbolos. Assim, o catequizando aprendia e celebrava os mistérios da fé. Mistério é aquilo que estava escondido e que foi revelado nas Sagradas Escrituras. Deus nos salva através da Palavra e de gestos, de acontecimentos, de sinais que são os mistérios. Mistagogia era o modo de o catequista explicar os mistérios depois de celebrá-los. A Catequese de Iniciação Cristã, ou seja, o catecumenato, tinha ritos, celebrações, cerimônias que ajudavam o catequizando a celebrar e viver o que ele aprendia. Todo esse jeito de ensinar, celebrar e viver a fé chama-se de mistagogia. 
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03 setembro 2011

Iniciação Cristã

  1. Iniciação Cristã: é o nome que se dá ao processo pelo qual uma pessoa é incorporada ao mistério de Cristo, morto e ressuscitado. Pela iniciação a pessoa de simples criatura passa a ser filha de Deus. Esta transformação radical se realiza no âmbito da fé e supõe um itinerário catequético chamado catecumenato realizado em etapas. Sabia unir fé, conhecimento, liturgia e vida. Quem passava por esta catequese fazia um grande encontro com Cristo, uma experiência profunda do amor de Deus. A Iniciação Cristã transformava a vida da pessoa, formava discípulos do evangelho que participavam das celebrações, engajavam-se na comunidade eclesial, e tinham grande ardor missionário.
  2. Catecumenato: o catequizando adulto não batizado que se preparava para receber os sacramentos de Iniciação Cristã: Batismo, Crisma, Eucaristia recebia a catequese de iniciação que se chamava de catecumenato. O catequizando era chamado de catecúmeno. Catecumenato é a catequese com adultos não batizados. Hoje, o catecumenato é também a catequese de adultos batizados mas não evangelizados, não convertidos.
  3. RICA: Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Este livro litúrgico publicado em 1972 contém uma síntese doutrinal, litúrgica e pastoral sobre a iniciação cristã, os ritos da Iniciação Cristã de Adultos e outros ritos, como por exemplo, o rito de admissão na plena comunhão da Igreja Católica das pessoas já batizadas validamente. Este livro faz a ligação entre fé, liturgia e caridade na vida cristã. O RICA contém as bênçãos, os exorcismos, as orações, as explicações doutrinais, os ritos próprios do catecumenato como: a imposição das mãos, a recepção da Bíblia, do crucifixo, as promessas do batismo, a unção com o óleo, a profissão de fé etc. Este livro litúrgico é pouco conhecido mesmo entre os seminaristas, o clero e o religiosos. Agora, com a Catequese de Iniciação Cristã, teremos oportunidade de estudar e conhecer este livro tão importante que unifica: catequese, liturgia e vida. O Concilio Vaticano II reavivou o Catecumenato, isto é, a catequese para adultos não batizados, como também, para os já batizados mas não evangelizados.
  4. Neófito: é o fiel que recebeu os sacramentos mas que precisa continuar aprofundando sua fé e perseverar na participação da vida da comunidade eclesial.
  5. Mistagogia: é a introdução no sentido mais profundo dos mistérios da fé. Portanto é uma trajetória, um processo de aprofundamento e de compreensão da liturgia, da espiritualidade e da teologia cristã. A mistagogia leva o cristão batizado a uma maior interioridade, profundidade e intimidade com Deus, com a vida cristã. A mistagogia é o aprofundamento da Iniciação Cristã, maior inserção e familiaridade com a vida cristã que é a vida no Espírito. Aqui entrava a função dos padrinhos. O RICA fala que o introdutor também pode ser o padrinho. O padrinho deve participar de todo o processo de iniciação e não apenas da mistagogia. “É seu dever ensinar familiarmente ao catecúmeno como praticar o Evangelho em sua vida particular e social, auxiliá-lo nas dúvidas e inquietações, dar-lhe testemunho cristão e velar pelo progresso de sua vida batismal (RICA 43). Alguns Padres da Igreja, como São João Crisóstomo, não hesitavam de chamá-lo de “Pai Espiritual”.
  6. Os sacramentos da Iniciação Cristã: são os sacramentos do Batismo, Crisma e Eucaristia, porque são os fundamentos de toda a vida cristã e porque dão aos catequizandos o inicio de uma longa caminhada de conhecimento e seguimento de Jesus Cristo, de vivência cristã, de engajamento na comunidade e de ardor missionário.
  7. Um pouco de história.
A Iniciação Cristã passou por modificações até nossos dias. Com o batismo das crianças, a Iniciação Cristã começou a ser dada depois do batismo. Em outros lugares a crisma passou a ser o momento da iniciação. O Concilio Vaticano II chamou nossa atenção para a Iniciação Cristã, restaurando o catecumenato tanto de adultos não batizados como de adultos batizados, mas não evangelizados.
  1. O movimento Neo-Catecumenal, o que é?  É um movimento eclesial que se inspira no catecumenato. Este movimento nasceu na Espanha e está presente em muitos países, inclusive na Arquidiocese de Londrina. Portanto, não vamos confundir o catecumenato com o Movimento Neo-Catecumenal.
  2. Querigma: é o primeiro anúncio, a boa notícia, a proclamação de uma novidade. O querigma é o anúncio do amor de Deus, que salva o mundo, pela morte e ressurreição de Jesus. O querigma é uma notícia boa, envolvente, atraente, encantadora. Por ser notícia, o querigma não tem muita explicação, nem muita doutrina. O aprofundamento do querigma é a tarefa da catequese. O querigma facilita o encontro com Jesus Cristo, a experiência do amor de Deus e o encantamento pelo evangelho. O querigma é o primeiro passo do catecumenato.