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25 dezembro 2010

VOCÊ SABE EM QUE DATA FOI FUNDADA A SUA IGREJA?


Católica - Jesus Cristo - DC 30 - Jerusalém





Luterana - Martinho Lutero - 1517 - Alemanha




Episcopal - Henrique VIll - 1534 - Inglaterra  





Exército da Salvação - William Booth - 1865 - Estados Unidos 





Deus é Amor - David Miranda - 1962 – Brasill




Hare-Krishna



(Conjunto de superstições trazidas para o ocidente por Bhaktivedanta Swami em 1965 de antigas crenças hindus) 

  

Metodista - John Wesley - 1739 - Inglaterra  



Mormom - Joseph Smith - 1831 - Estados Unidos  
Nova Vida - Robert Mc'Alister - 1961 - Brasil l 


Presbiteriana - John Knox - 1560 - Escócia  

 Igreja do Evangelho Quadrangular - Aimée S MacPherson - 1927 - USA
 Rosa-Cruz - Johannes V. Andreae - 1610 - Alemanha


Testemunha de Jeová - Charles T. Russel - 1874 - Estados Unidos







Adventista - William Miller - 1831 - Estados Unidos




Universal do Reino de Deus - Edir Macedo Bezerra - 1975 - Brasil 

Espiritismo - Irmãs Fox - 1847 - Estados Unidos 

Batista - John Smyth - 1609 - Holanda 



Lembre-se a Bíblia (Mt 16,17-18), e a História Universal nos ensinam que a verdadeira Igreja começou com Jesus Cristo há quase dois mil anos, e não com homens ou mulheres quinze ou dezenove séculos mais tarde. Há portanto, só uma Igreja Verdadeira. Essa Igreja é o prolongamento de Cristo na História e, por meio dela, Jesus "quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade." (1Tim 2,4)


Quem sois vós? De onde viestes? Por que nascestes tão tarde? Onde é que se achava a Igreja de Cristo antes de vós? A Santa Bíblia é que nos alerta contra os hereges: "Rogo-vos, irmãos, que noteis aqueles que causam as divisões e ofensas contra a doutrina que aprendestes; apartai-vos deles." (Gal 1,6-7)


Uma pesquisa simples de história comprova que a primeira igreja cristã foi a Igreja católica. Ela foi fundada quando Jesus Cristo disse a Pedro.







"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...." (Mt 16,l8a); e na continuação destas palavras deu uma garantia para todos os séculos: "...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,l8b). 






Durante os três anos do seu ministério, pela pregação da Palavra e por meio de "milagres, prodígios e sinais" (Atos 2,22), preparou os seus seguidores para darem continuidade a sua obra. De um modo mais especial, entre os seus discípulos "...escolheu doze entre eles, que chamou de apóstolos. "(Lc 6,13).






Entre as principais orientações de Jesus dadas aos apóstolos destacam-se: continuar a obra iniciada por Ele: "Por onde andardes anunciai que o reino dos céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai" (Mt 10,7-8). 


15 janeiro 2010

Verdades e fundamentos de nossa fé

DEUS

Em toda a história da humanidade o homem não cessa de buscar a Deus. Esta busca se dá através das orações, sacrifícios, cultos, meditações, ações, entre outras formas. Mas como podemos conhecer a Deus, se nunca O vimos?...


Podemos conhecer a Deus mediante Suas obras e mediante a nossa Fé. A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. Como podemos falar de Deus?

Nosso conhecimento de Deus é tão limitado, como também é limitada nossa a linguagem sobre Deus. Só podemos falar de Deus através das criaturas vivas ou dos recursos naturais que conhecemos, e segundo nosso modo humano limitado de conhecer e pensar.

De qualquer forma, temos que nos lembrar e ter sempre conosco, dentro de nossos corações, que todas as criaturas trazem em si uma certa semelhança com Deus. O homem guarda características tão dignas como a verdade, a bondade, a beleza, a caridade, o amor...Tais características não podem ter outro autor senão o Todo Poderoso. Todas estas características contemplam, portanto, o Seu Autor.
Assim como uma obra de arte reflete sempre, de alguma forma, o seu autor, também nos devemos refletir nosso Criador. "Sem o Criador a criatura se esvai".

Como entender Deus Criador?

Deus criou o mundo segundo Sua sabedoria. O mundo procede da vontade livre de Deus que quis fazer as criaturas participarem do Seu Ser, da Sua sabedoria e da sua bondade. Que haveria de extraordinário se Deus tivesse tirado o mundo de uma matéria preexistente? Quando se dá um material a um artesão, ele faz do material tudo o que quiser e souber. Se este fato confere a este artesão um lado criador, tanto mais será nada para criar tudo o que Sua Vontade e Sabedoria desejam. Deus parte do Nada e cria o mundo e dentro dele, o homem.

Uma vez que Deus pôde criar do nada, pode, através do Espírito Santo, dar vida da alma aos homens, com o objetivo de mantê-los sempre junto Dele, mas ao mesmo tempo, deixando o homem livre para escolher essa união. Já que pela sua palavra pôde fazer resplandecer a luz a partir das trevas, pode também dar a luz da , fé aquele que a desconhecem.

Dessa forma, a criação é uma obra querida por Deus como um dom que foi dirigido ao homem; como uma herança que lhe é destinada e confiada.

Entretanto, Deus transcende a criação, pois é infinitamente maior que todas as Suas obras. Por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais intimo das suas criaturas. Segundo as sábias e inspiradas palavras de Santo Agostinho: "Ele é maior do que aquilo que há de maior em mim e mais íntimo do que aquilo que há de mais intimo em mim".

Deus mantém e sustenta a criação, pois não abandona a sua criatura a ela mesma. Não somente lhe dá o ser e a existência, mas também a sustenta a todo instante e lhe dá o livre-arbítrio. Reconhecer esta dependência completa em relação ao Criador é uma fonte de sabedoria e liberdade, de alegria e confiança.

Os estudos sobre Deus (assuntos da Teologia) são elaborados considerando Deus na Unidade da Natureza e na Trindade das Pessoas.

Na Unidade da Natureza, o estudo de Deus é dividido em três partes: a Existência, a Essência e os Atributos. Cada uma destas características existem em Deus ao mesmo tempo e só foram separadas para serem melhor explicadas e compreendidas.

14 janeiro 2010

História da catequese

Século primeiro: do hino à narração

Neste primeiro século devido às características que estavam presentes no modo de catequizar dos primeiros cristãos, podemos dividi-lo em dois momentos. Primeiramente devemos ter em mente que os cristãos, em sua maioria vinham do Judaísmo, e tiveram contato pessoalmente com Jesus. Muito já sabiam sobre ele. Por isso até o ano 70 a catequese era feita de forma hinológica, ou seja, com forte orientação batismal e muito voltada para o alto: tendo Jesus como Senhor, ressuscitado, Juiz, que voltará logo. Também no ano 70 houve a destruição de Jerusalém e a diáspora, ou seja, a dispersão dos judeus e Judeu-cristãos, ocasionando um maior contato com a cultura pagã. A 2ª e a 3ª gerações não viram e não tinham conhecimento profundo do messias, principalmente os pagãos. Então sentiram a necessidade de refletir mais um Jesus, também, histórico. Conseqüentemente a catequese toma uma nova característica: passa de hinológica para uma narrativa dos fatos da vida de Jesus. Foi justamente aí, neste contexto, que nasceram os evangelhos, que são o maior material catequético que um cristão pode ter....

Anos 100 a 400: o catecumenato (Batismo crisma e eucaristia).

Nos primórdios, as pessoas que queriam fazer parte do cristianismo precisavam fazer duas coisas: pedir o batismo e professar a fé no Cristo. Então logo esta pessoa era inserida no meio da comunidade como um membro ativo na Igreja. Porém dois acontecimentos mudaram, mais uma vez o rumo da catequese:
Primeiro: A diáspora: No ano 70 com a dispersão dos judeus e judeu-cristãos, os cristãos mantêm um maior contato com a cultura greco-romana, ocasionando muitas conversões de romanos e gregos ao cristianismo.
Segundo: A perseguição: O Império romano, liderado por Nero, persegue os neoconvertidos. Estas duas situações exigiam uma catequese muito bem fundamentada, para corresponder aos "ataques" referentes a doutrina dos apóstolos. Esta catequese teria como objetivo combater as heresias (desvios da fé em pontos essenciais). E também evitar que os cristãos capturados pelos romanos se tornassem apóstatas, negadores da fé.
Para combater esses problemas a catequese toma uma forma mais rigorosa e exigente. A partir daí surge o catecumenato: tratava-se de um período de três anos de preparação para o batismo. Refletindo profundamente o modo de vida dos cristãos, seus costumes, etc. Depois deste tempo era realizado uma espécie de escrutinho, se o candidato fosse aprovado, passava a ser um ouvinte-observador dos crentes. Depois de três anos um novo exame, que o tornava eleito para a preparação imediata para o batismo. Nesta "preparação imediata", recebia o creio e o pai nosso para o candidato estudar em oito dias depois. Quando, enfim, recebia o sacramento do batismo era chamado de Neófito, que quer dizer regenerado, recebia os sacramentos de iniciação: catequese mistagógica.
A responsabilidade de todo esse processo era de uma catequista, que em nome da comunidade, se encarregava não só da instrução religiosa mas também da verificação das mudanças de comportamento do candidato. Outra grande característica deste tempo é o surgimento de várias escolas de catequese, dentre as quais podemos destacar as mais famosas como a escola de Alexandria, no Egito; escola catequética de Cesária; e a escola de Antioquia, lugar onde os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos pela primeira vez.(At 11, 26).

500 a 600: Início de uma nova fase

Neste tempo o Império romano começa a declinar devido a invasão dos bárbaros no ocidente. Até então a catequese era caracterizada por uma visão mais oriental, ou seja, sua doutrina fundamentava-se nos grandes Concílios: Nicéia e Constantinopla, esquecendo da realidade concreta. A causa de tudo isso era simplesmente uma ideologia reinante no oriente: tudo que é ligado ao corpo, ao material era ruim (gnosticismo), por isso suas reflexões teológicas estavam centradas num Cristo "Pantocrator" (rei todo poderoso). Esta invasão bárbara fez com que a Igreja voltasse a sua catequese para um Cristo mais histórico: o sofredor, crucificado, o pecado original, a liberdade de consciência, a eficácia e validade dos sacramentos. Começa então o declínio do catecumenato e o batismo de crianças torna-se uma prática comum.

600 a 1500: A cristandade

Depois da chegada dos bárbaros no Império romano o número de analfabetos aumenta, conseqüentemente a catequese sofre nova mudança: passa a ser muito mais reduzida à pregação. Além disso, por causa da união entre a Igreja e o estado, o cristianismo muito se consolidou. Então todos por medo ou por interesse tornam-se cristãos. Também neste tempo a Igreja adaptou e assimilou muitos costumes pagãos, cristianizando-os. Mais interessante ainda é vermos que não só a sociedade mas tudo era cristão: o tempo-- medido pelo sino da Igreja, a festa do santo (os nossos dias de semana) por exemplo, a arte-teatro, poesias, o canto gregoriano...Cresce a devoção e diminui a formação, esta que começava a ser responsabilidade dos pais e dos padrinhos.

A catequese na época moderna

Nesta época, entre 1550-1600, a Igreja ao ver a necessidade de muita formação para os leigos resolve elaborar grandes catecismos, os quais continham uma doutrina muito bem formulada e exata, que conseguiria suprir às necessidades da instrução dos fiéis. Dentre estes destacamos os seguintes catecismos:
De Lutero, em 1529.
O de são Pedro Canísio, no ano 1555. O de são Carlos Borromeu, em 1566 ( dedicado aos padres ). O de são Belarmino, em 1597 e muitos outros.
Depois do Concílio de Trento a Igreja adotou um catecismo em perguntas e respostas, o qual deveria ser memorizado pelos leigos para que assim permanecessem firmes na sua fé, rebatendo a doutrina protestante. A etapa do livrinho "o catecismo" durou quatro séculos.

Catequese como educação permanente na fé

No século 20 redescobriram na catequese a importância da iniciação cristã e o seu lugar na comunidade de fé. Depois do Concílio Vaticano II a Igreja mais uma vez passa por um processo de amadurecimento. Não mais se identifica com a sociedade. Volta a consciência de Igreja sinal, sacramento, luz, sal do mundo, Igreja comunidade de fé, de culto e de fraternidade. Para isso contribuíram os movimentos: *Bíblicos *Patrísticos (escritos dos padres da Igreja), *litúrgico, *querigmáticos (anúncio); as descobertas: da psicologia, da pedagogia e de outras ciências humanas como auxílio à catequese.

E a catequese começa a se concretizar em:

"Voltar o espírito da educação permanente da fé, para a participação e comunhão na comunidade de fé; voltar a iniciativa do catecumenato; voltar a dar importância as pequenas comunidades, lugar de consciência, ponto de partida para o testemunho no mundo; mostrar a necessidade de conversão e de compromisso no meio de uma comunidade cristã para a formação de um novo mundo". É por estes motivos que o objetivo da catequese é despertar nas pessoas a consciência de uma sociedade sólida e firme na fé. Uma sincera conversão e um compromisso com a comunidade par a transformação do mundo e a renovação da Igreja. João Paulo II recomenda aos Bispos:

"Que a preocupação de promover catequese ativa e eficaz não ceda nada frente a qualquer outra preocupação, seja ela qual for".

O símbolo da fé

A história do Credo

Todos os domingos ou em solenidades especiais, a Igreja convida os fiéis à proclamação do Credo durante a Missa. Literalmente, «credo» significa «creio». Esta oração tornou-se assim comummente conhecida por ser uma profissão-de-fé pública, pois quando alguém a recita anuncia a todos aquilo em que crê. De certo modo, o Credo é uma espécie de bilhete de identidade dos cristãos, uma vez que mostra aquilo em que acreditam, aquilo que deve ser essencial para cada crente.

O Credo é uma oração tão longa quanto antiga. A sua origem remonta ao início do cristianismo, mais precisamente aos próprios apóstolos de Cristo.

No início da nossa era, os discípulos de Jesus dedicaram-se de corpo e alma a cumprir a última missão que Este lhes confiou: ir e anunciar a todos os povos a boa notícia que Deus, por amor, nos salvou. Assim seguiram, por diversas regiões do mundo, chegando por vezes a terras longínquas. E por onde quer que passassem deixavam esta mensagem.

Diz a tradição da Igreja que, de forma a não se perderem nem se adulterarem as verdades essenciais do cristianismo, os apóstolos elaboraram um pequeno texto onde resumiram o essencial da fé cristã. Este texto ficou conhecido por Símbolo dos Apóstolos, pois a palavra «símbolo», em grego, significa «resumo». Ao longo dos séculos, esta profissão-de-fé dos apóstolos foi sendo usada pela Igreja, principalmente no ritual do baptismo. Era uma forma de relembrar as linhas-mestras da fé e impedir que surgissem heresias. O Símbolo dos Apóstolos passou a ser também conhecido como Credo, visto declarar categoricamente aquilo em que os cristãos acreditam.

No início do século iv, pela primeira vez na história, um imperador romano converteu-se ao cristianismo. Constantino I decidiu legalizar a sua nova religião sem, no entanto, proibir o culto aos deuses pagãos. No ano 325, este mesmo imperador convocou um concílio, o segundo da história da Igreja, para discutir algumas questões que andavam a dividir os cristãos. Este concílio teve lugar em Niceia, actualmente na Turquia. Nele participaram inúmeros representantes eclesiásticos, à excepção do Papa Silvestre I, que enviou apenas emissários.

Do concílio saiu uma nova redacção do texto do Credo, chamado Credo Niceno, mais alargada do que a usada até então. Esta nova fórmula surgiu com o objectivo de clarificar certos pontos, como resposta às heresias daquele tempo. Na prática, o Credo Niceno é um autêntico catecismo, pois encerra em si o essencial da fé cristã.

Mais tarde, no ano 381, em Constantinopla, houve um novo concílio onde se reafirmou a importância do Credo Niceno e se procedeu a uma pequena actualização do texto. A partir daqui, esta profissão-de-fé passou a ser conhecida por Credo Niceno-Constantinopolitano.

Este texto foi aceite por toda a Igreja e ainda hoje é usado por católicos, protestantes e ortodoxos, tendo apenas sofrido uma alteração que se revelou decisiva para a história do cristianismo.

Em 589, no III Concílio de Toledo, adicionou-se ao Credo a chamada cláusula filioque. Esta declarava o Espírito Santo como procedente do Pai e do Filho e não apenas do Pai através do Filho, como até então se dizia. A cláusula filioque gerou controvérsia dentro da Igreja e chegou até a ser proibida pelo Papa Leão III. Mesmo assim, continuou a ser usada e ficou até aos nossos dias.

A polémica, porém, foi maior do que se pensaria inicialmente e chegou a atingir grandes proporções com o Cisma do Oriente, que separou a Igreja Católica da Igreja Ortodoxa, no século ix. Apesar de não ter sido a principal causa deste cisma, foi sem dúvida uma das que mais influenciaram esta primeira separação dentro do cristianismo.

Por esta altura também o Credo passou a fazer parte da liturgia da Missa, pois até então era usado sobretudo no ritual do Baptismo.