01 agosto 2009

A CATEQUESE PRECISA DE UM POUCO DE LOUCURA

É preciso uma dose de loucura para se aventurar neste desafio que é ser catequista. O catequista que faz a mesmice não vai a lugar algum, a não ser procurar o coordenador da catequese da sua paróquia e reclamar que não está conseguindo atingir seus objetivos nos encontros.

Será que nós catequistas vamos demorar ainda quanto tempo para entender que a catequese parada, sem métodos diferenciados e dinâmicos e com catequistas desinteressados e preguiçosos que cumprem apenas um ritual, não vai funcionar? Precisamos de um giro de no mínimo 180 graus e isso é para já.

O primeiro passo é começar mudando a mentalidade de muitos de nossos padres. É preciso discutir com profundidade este assunto. Afinal de contas, a catequese é ou não é prioridade? Se realmente é como dizem os diversos documentos da CNBB e do Vaticano que foram publicados nos últimos anos, os padres que dêem aos seus catequistas condições de trabalho, salas mais espaçosas, material para a realização dos encontros e acima de tudo, estímulo e incentivo para que os catequistas perseverem na caminhada.

O documento da catequese renovada já possui 22 anos. As orientações contidas nele recomendam mudanças na sistemática de evangelização de nossos jovens e crianças.

Então, comecemos a agir, o que é que estamos esperando?

Para alguns padres a catequese só é prioridade da boca para fora. Na prática, pouco ou quase nada fazem para tornar isso verdadeiro e em muitos casos, são os primeiros a desestimular qualquer tentativa de mudança. Quando o Padre é quem puxa para trás, o resultado final tem grande possibilidade de tornar-se catastrófico: catequistas desmotivados e catequese fraca, sem fundamento, ultrapassada e que acaba virando piada na boca das crianças, jovens e pais.

Injeção de ânimo nos catequistas

Mas não podemos ficar esperando apenas que o Padre seja “bonzinho” e caridoso. É preciso ás vezes, não ficar debaixo da batina deles esperando que façam tudo. Ergamos as mangas e vamos ao trabalho.

O segundo passo é uma injeção de ânimo nos próprios catequistas. Não dá para ficar esperando que tudo caia do céu. Quem se propõe a dar catequese simplesmente porque não tem o que fazer é melhor que fique em casa. Para ser catequista é preciso, acima de tudo ter, convicção,fé, vontade, perseverança e compromisso. Não dá para esmorecer e desistir no primeiro contratempo que aparecer. Irão surgir muitos motivos para desistir, é sempre assim quando a gente serve a Deus. Mas, quando alguém aceita o compromisso de ser catequista não pode encarar este desafio como um favor, mas sim, como uma tarefa importante que já foi de Jesus, dos apóstolos e de tantos outros profetas e discípulos ao longo da história.

A catequese não é uma brincadeira sem compromisso aonde o catequista vai quando pode e não se prepara de forma adequada para os encontros. Assim ela não tem efeito e se torna um tiro no pé

Esta normalidade já cansou, é preciso arriscar algo diferente.

Precisamos de loucura na catequese

Precisamos de um pouco mais de loucura e ela deve vir acompanhada de um planejamento articulado e sadio, para não cair no “oba-oba”.

Um catequista não pode ser um “qualquer um”, mas uma pessoa bem escolhida e preparada e que esteja “cheia de gás” para passar uma mensagem positiva e alternativa sobre Jesus e a igreja.

Esta loucura deve leva-lo ao desejo incondicional de mostrar um caminho novo para os jovens e crianças. Este caminho não significa impor nada. É preciso indicar sem imposições e para isso são necessários métodos atraentes, criativos, responsáveis e compromissados com o evangelho.

A loucura da catequese deve indicar um caminho sedutor, mas não com métodos utilizados no tempo do “epa”. O catequista para conseguir êxito no seu trabalho precisa, primeiro, acreditar no que está fazendo, ou seja, ter convicção. Como fazê-los acreditar qual o melhor caminho se o próprio catequista não tem a convicção de qual realmente é? Como fazê-los crer num Jesus Cristo e na sua doutrina se não somos convincentes?

Precisamos de loucura na catequese do tipo “aula de cursinho pré-vestibular”, onde os professores dançam, cantam e se esborracham para atrair a atenção. Depois disso, ensinam com a maior facilidade os conteúdos e conseguem fisgar o respeito e a admiração de todos.

Eles, jovens e crianças, precisam num primeiro momento gostar de você para que depois, gostem daquilo que vocês ensinam.

Clareza na comunicação

Precisamos de catequistas que saibam se expressar. Isso não quer dizer que tenham que ser as pessoas mais cultas do mundo, nada disso. Mas, precisam ser entendidos na mensagem que estão passando. Para isso, é preciso falar com voz alta, clara, forte, entendível. Você consegue prestar atenção numa palestra, ou numa cerimônia onde o palestrante ou mesmo o celebrante, fala baixo ou não se expressa de maneira clara? Eu não consigo.

Pois é, com os jovens também acontece isso. Se você não consegue se expressar e tem dificuldade na comunicação, fala baixo, não se movimenta, não gesticula, isso é um problema. Jesus, os apóstolos e outros tantos discípulos eram, antes de qualquer coisa, grandes oradores. Falavam com imponência, se expressavam para que fossem entendidos.

Você não precisa ser o melhor orador do mundo. Mas também, não precisa ser motivo de piada perante a turma. Se não consegue dominar e atrair o grupo para o que você diz, tenha humildade para pedir ajuda e tente melhorar a sua comunicação e seus métodos.

Atentos as novas tecnologias

Catequistas precisam ser articulados e sintonizados com o que acontece no mundo e sabedores da utilização das novas tecnologias e os novos desafios da evangelização. É preciso saber usar a internet, o messenger, o telefone celular, sites, vídeos e se utilizar destas ferramentas para a catequese também. Os jovens utilizam estes recursos com tanta naturalidade para outras coisas.

Se a sua comunidade é pobre, carente, tem dificuldades financeiras e não possui ferramentas como as que eu citei anteriormente, então, descubra onde é o correio e a faça-os escrever cartas, à mão mesmo.

Use recursos de comunicação, os que são acessíveis a você e a sua realidade. Estimule-os à comunicação entre si, seja de que forma for.

É melhor se inteirar do mundo deles ao invés de ficar a toda hora condenando esta modernidade consumista em que estão metidos. Se o catequista não consegue concorrer de forma leal com esta realidade que o mundo apresenta, junte-se a ela e tente fazer deste limão uma limonada. Atualize-se e descubra como evangelizar utilizando a internet, passe e-mails, crie um blog da turma, entre num orkut, mexa-se, faça alguma ao invés de só lamentar as mudanças do mundo.

Chega de “coitadismo”

Este“coitadismo” que é de praxe em boa parte dos catequistas e que contamina a nossa catequese já encheu o saco. É hora de darmos um basta nesta avalanche de reclamações contra tudo e criarmos vergonha na cara: precisamos ser melhores como catequistas e fazer da catequese um momento de alegria, satisfação, de encontro, de amizades, de sorrisos, de lições para a vida e não uma tortura semanal ou quinzenal.

Fazer da catequese uma “loucura” é começar mostrando a capacidade que temos de acompanhar a evolução tecnológica sem tirar os pés do chão. Um catequista que vive se lamentando acaba anulando o que tem de melhor em si que é a sua disponibilidade e o seu voluntariado. Com isso, anula também a sua mensagem, que chega truncada nos ouvidos dos receptores.

Temos o desafio de fazer da catequese um instrumento valioso de transformação do mundo e isso depende de nós catequistas. Não nos acomodemos, nem tudo está perdido!

Mas por favor, basta de lamentações.

Comecemos a entender que esta mudança deve iniciar por nós mesmos. Nós é que precisamos melhorar, evoluir e se adequar a uma nova realidade. O mundo não irá retroceder.

Catequese faz-de-conta

A CATEQUESE FAZ-DE-CONTA

Muitos pais acham que enganam a quem inscrevendo seus filhos na catequese e mais tarde, servindo de estímulo para a ausência deles nos encontros e eventos programados?

Conheço muitos pais que são adeptos da catequese faz-de-conta, divertem-se com isso, dão risadas quando pensam que estão ludibriando os catequistas e a Igreja.

Agem de forma displicente e sem graça com as coisas de Deus. Estão sempre cheios de compromissos e não encontram um minuto sequer para conversar sobre os assuntos da catequese dos filhos com os catequistas. Nem um minuto.

Muitos agem desta forma sem consciência, o corre-corre da vida lhes absorve e os faz priorizar e pensar em outras coisas.

Mas, outros, mesmo sabendo da importância da catequese para a formação de qualquer criança e adolescente são desligados, preguiçosos e possuem uma má vontade em relação espiritualidade dos filhos.

Porque inscrevem os filhos na catequese se não querem saber de nada?Tradição, somente isso? Todo mundo faz, o filho do vizinho, da vizinha, o colega de escola, então, meu filho também tem que fazer para não ser diferente?

Existem pais que, quando encontram o catequista dizem a eles na maior cara-de pau: “Que história é esta de catequese em feriadão? Nem pensar.”

"Missa em todos os domingos? Vocês não têm mais o que fazer? Domingo é dia de descanso” nos dizem alguns pais.

Na catequese faz-de-conta as coisas da igreja não são prioridades.

Mas este tipo de catequese engana a quem?

A catequese faz-de-conta vai do nada a lugar nenhum. Posicionar-se contra tudo o que a igreja faz e arranjar justificativas sem fundamento para explicar a própria ausência em reuniões e eventos, e a dos filhos em muitos encontros, é remar contra a maré.

Pais que agem desta forma, ajudam a criar uma sociedade sem ética, sem moral, sem princípios, não estão enganando somente a Igreja.

Não há sentido algum em inscrever uma criança na catequese e simplesmente ajudá-la a enganar o catequista, burlando as normas estabelecidas por uma paróquia. Infelizmente, muitos pais ainda agem assim: são desinteressados, impacientes e pouco participativos. Jogam seus filhos nas mãos de um catequista que eles não sabem nem o nome.

A catequese faz-de-conta não faz crescer, não educa, não espiritualiza e nem contribui para um mundo melhor. Que graça tem fazer da catequese do filho um fardo para ele e para o catequista, e ainda rir disso?

Pensar em enganar a Deus e a Igreja desta forma é burrice das piores. Não há ética social se não houve ética pessoal. Com a catequese não se brinca.

Numa mão a Bíblia e na outra a vida

Numa mão a bíblia e na outra o jornal

Experiência de um catequista

Assim pregava o Padre Tiago Alberione, fundador da família Paulina: na catequese, numa das mãos deve estar a Bíblia e na outra, o jornal. Padre Alberione é considerado o apóstolo da Comunicação Social.
Se o mundo e as pessoas estavam distantes de Deus, era preciso fazer algo para que este encontro fosse estabelecido. Se as pessoas se distanciavam do contato com Deus do modo tradicional, era preciso lançar mão do novo que se apresentava a fim de comunicar incansavelmente o bem ao ser humano. Assim pensava o Padre Alberione. Se a imprensa era utilizada para espalhar o mal era preciso utilizá-la para propagar o bem.

Numa das palestras que assisti num encontro de formação de catequistas que participei no em 2005, uma irmã pastorinha citou esta frase “A catequese precisa trabalhar desta forma: numa das mãos, a bíblia e na outra o jornal”. Não esqueci mais disso.

Mas como trabalhar os fatos do cotidiano na catequese? Como inserir discussões de assuntos que estão estampados diariamente nos jornais e fazer com que crianças e jovens tirem deles lições para suas vidas? Como agir desta forma se muitos catequistas nem possuem acesso a jornais e muito menos o hábito da leitura?

Experimentei num dos meus encontros, debater o cotidiano. Separei 16 páginas de jornais com notícias das mais diversas: mortes, guerras, confrontos entre torcidas de futebol, número de homicídios na cidade, ações do PCC no Estado de São Paulo, novelas, máquinas caças-níqueis, bebidas em postos de combustíveis e a venda para menores, morte de um adolescente numa “roleta-russa” realizada em família.

Cada um dos jovens tinha que ler a notícia, e após a leitura de forma individual e silenciosa, descrever suas percepções sobre o que tinham lido. Foi um encontro surpreendente.Trabalhei com o factual. Eles leram, assimilaram a notícia e deram a sua visão dos fatos. Eu, como catequista, procurei fazer uma reflexão conjunta com eles e a cada avaliação eu fazia uma relação das notícias que tinham lido com os ensinamentos da catequese.

Evangelizar com uma bíblia na mão e na outra um jornal pode ser uma boa experiência. Os jovens precisam se dar conta do que está acontecendo ao redor deles. Precisam saber também que assuntos como a fome, violência, competição, doenças, política, guerras de torcidas, drogas, bebidas e desemprego, afetam de alguma forma suas vidas.

Trabalhar com o factual na catequese é dar um toque da realidade aos encontros. A catequese não pode estar desligada do mundo, mas precisa estar inserida num contexto social.

CATEQUISTA NA IGREJA

A catequese necessita de momentos de interiorização, ou melhor, de momentos de vivência. Falar de Jesus Cristo sem o conhecer e interiorizar não resulta. Não pensamos somente nas crianças, adolescentes ou jovens da catequese. Pensamos, primeiramente, naqueles que anunciam a estes o Senhor Jesus, os catequistas. Por isso mesmo, a proposta deste tema visa concretamente ajudar e incentivar os catequistas a valorizarem, em comunidade, em grupo, em equipe... A sua relação com Cristo e a sua missão. Ser comunidade e ser Palavra nasce, desenvolve-se e alimenta-se na comunidade que se reúne para celebrar e rezar ao Senhor tendo a todos presentes.

Objetivo: Encontro pessoal e comunitário com o Jesus; experiência vivencial com Cristo.

Atitudes: compromisso, oração, disponibilidade...

Primeiramente é preciso estar presente na vida da Igreja. É nela que conhecemos, experimentamos e vivemos Jesus Cristo. É nela que nos tornamos anunciadores e catequistas. É para ela que conduzimos as pessoas. E é nela que somos de Cristo. Por isso há que a assumir, conhecer e viver. Não faz sentido ensinar o que vive a Igreja sem a ela pertencer e sem nela viver.

O catequista deve ser, pois, rosto da Igreja, da comunidade a que pertence. Nela deve rezar e por ela deve rezar. Nela deve aprender e nela deve "ensinar", sempre com a vida ... Não esqueçamos aqui a advertência de S. Tiago: "Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta" (Tg 2,17).

Ao contrário do que se possa pensar, ser catequista não é fácil; ou melhor, será fácil a partir do momento em que eu me entendo e assumo como homem ou mulher da Igreja, que reza, que celebra, que vive a Palavra... Ser catequista jamais se pode limitar a ler o catecismo; é necessário vivê-lo!

Ser Comunidade

É esta a tarefa principal da catequese: construir o Corpo de Cristo. O catequista é o membro escolhido e enviado por Cristo e este Corpo, para, em seu nome, anuncia o próprio Cristo, cabeça deste Corpo. Mas a sua tarefa não é somente a de anunciar ou a de fazer com que o catequizando adquira um conhecimento objetivo das expressões da fé da Igreja, Corpo a que pertence e no qual vive empenhado. É também sua missão introduzir e fazer participar os homens a quem anuncia, de forma plena, ativa e consciente, na corrente viva da existência cristã, no seio da comunidade.

A catequese tem que levar à vida de comunidade e à vida na comunidade. Por isso, o catequista deve saber apresentar clara e explicitamente, a partir da sua vida e da sua experiência, o valor da comunidade. Mais, o catequista deve levar as pessoas (as crianças e os jovens) a experimentar a alegria de viver unidos aos irmãos e a descobrir a necessidade de testemunhar a sua fé diante das pessoas numa comunidade concreta. De fato, a origem, o lugar e a meta da catequese é a comunidade eclesial. Nela, o catequista, em união com todos, celebra, escuta e assume a Palavra, reza e ama. Nela, o catequista "ensina" com a vida a celebrar, a escutar e a assumir a Palavra, a rezar e a amar.

É você este catequista? Avaliar a catequese deve começar por me avaliar a mim próprio como motor e dinamizador humano dessa ação. Mudar, melhorar, crescer ... significa viver e ajudar melhor a viver!

Ser Palavra

Quando somente confiamos na nossa capacidade e "nos nos­sos dons", facilmente esquecemos a força que nos anima e nos encoraja nesta missão grandiosa. Cristo, pela força da comunidade, é quem nos anima e nos guia. É Ele quem coloca na nossa boca a Palavra profética que trás a salvação e a vida. E é pela comunidade que essa Palavra e essa força chega até nós. Palavra que se faz vida na Eucaristia, no perdão, no amor humilde e na oração.

Nós somos essa Palavra, ou melhor, devemos ser essa Palavra; levá-la a todos, mas levá-la partindo de onde ela se faz vida. Rezá-la é torná-la princípio de vida, celebrá-la é fazê-la alimento. A sós ou em grupo (de catequista e em comunidade) tens que a assumir. Só assim ela será verdadeira; só assim ela será vida e se mostrará viva!

Oração

Senhor, Chamaste-me a ser Catequista Na Tua Igreja e na minha paróquia. Confiaste-me a missão, de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho. É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça. Faz-me teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de paz, de fraternidade e Justiça. Amém!

CATEQUISTA NA IGREJA

A catequese necessita de momentos de interiorização, ou melhor, de momentos de vivência. Falar de Jesus Cristo sem o conhecer e interiorizar não resulta. Não pensamos somente nas crianças, adolescentes ou jovens da catequese. Pensamos, primeiramente, naqueles que anunciam a estes o Senhor Jesus, os catequistas. Por isso mesmo, a proposta deste tema visa concretamente ajudar e incentivar os catequistas a valorizarem, em comunidade, em grupo, em equipe... A sua relação com Cristo e a sua missão. Ser comunidade e ser Palavra nasce, desenvolve-se e alimenta-se na comunidade que se reúne para celebrar e rezar ao Senhor tendo a todos presentes.

Objetivo: Encontro pessoal e comunitário com o Jesus; experiência vivencial com Cristo.

Atitudes: compromisso, oração, disponibilidade...

Primeiramente é preciso estar presente na vida da Igreja. É nela que conhecemos, experimentamos e vivemos Jesus Cristo. É nela que nos tornamos anunciadores e catequistas. É para ela que conduzimos as pessoas. E é nela que somos de Cristo. Por isso há que a assumir, conhecer e viver. Não faz sentido ensinar o que vive a Igreja sem a ela pertencer e sem nela viver.

O catequista deve ser, pois, rosto da Igreja, da comunidade a que pertence. Nela deve rezar e por ela deve rezar. Nela deve aprender e nela deve "ensinar", sempre com a vida ... Não esqueçamos aqui a advertência de S. Tiago: "Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta" (Tg 2,17).

Ao contrário do que se possa pensar, ser catequista não é fácil; ou melhor, será fácil a partir do momento em que eu me entendo e assumo como homem ou mulher da Igreja, que reza, que celebra, que vive a Palavra... Ser catequista jamais se pode limitar a ler o catecismo; é necessário vivê-lo!

Ser Comunidade

É esta a tarefa principal da catequese: construir o Corpo de Cristo. O catequista é o membro escolhido e enviado por Cristo e este Corpo, para, em seu nome, anuncia o próprio Cristo, cabeça deste Corpo. Mas a sua tarefa não é somente a de anunciar ou a de fazer com que o catequizando adquira um conhecimento objetivo das expressões da fé da Igreja, Corpo a que pertence e no qual vive empenhado. É também sua missão introduzir e fazer participar os homens a quem anuncia, de forma plena, ativa e consciente, na corrente viva da existência cristã, no seio da comunidade.

A catequese tem que levar à vida de comunidade e à vida na comunidade. Por isso, o catequista deve saber apresentar clara e explicitamente, a partir da sua vida e da sua experiência, o valor da comunidade. Mais, o catequista deve levar as pessoas (as crianças e os jovens) a experimentar a alegria de viver unidos aos irmãos e a descobrir a necessidade de testemunhar a sua fé diante das pessoas numa comunidade concreta. De fato, a origem, o lugar e a meta da catequese é a comunidade eclesial. Nela, o catequista, em união com todos, celebra, escuta e assume a Palavra, reza e ama. Nela, o catequista "ensina" com a vida a celebrar, a escutar e a assumir a Palavra, a rezar e a amar.

É você este catequista? Avaliar a catequese deve começar por me avaliar a mim próprio como motor e dinamizador humano dessa ação. Mudar, melhorar, crescer ... significa viver e ajudar melhor a viver!

Ser Palavra

Quando somente confiamos na nossa capacidade e "nos nos­sos dons", facilmente esquecemos a força que nos anima e nos encoraja nesta missão grandiosa. Cristo, pela força da comunidade, é quem nos anima e nos guia. É Ele quem coloca na nossa boca a Palavra profética que trás a salvação e a vida. E é pela comunidade que essa Palavra e essa força chega até nós. Palavra que se faz vida na Eucaristia, no perdão, no amor humilde e na oração.

Nós somos essa Palavra, ou melhor, devemos ser essa Palavra; levá-la a todos, mas levá-la partindo de onde ela se faz vida. Rezá-la é torná-la princípio de vida, celebrá-la é fazê-la alimento. A sós ou em grupo (de catequista e em comunidade) tens que a assumir. Só assim ela será verdadeira; só assim ela será vida e se mostrará viva!

Oração

Senhor, Chamaste-me a ser Catequista Na Tua Igreja e na minha paróquia. Confiaste-me a missão, de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, com a minha vida, os valores do Evangelho. É pesada, Senhor, a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça. Faz-me teu instrumento para que venha o Teu Reino, Reino de amor e de paz, de fraternidade e Justiça. Amém!