21 junho 2010

FORMAÇÃO DE COMUNIDADES CATEQUIZADORAS

Formar comunidades catequizadoras exige, num primeiro passo, crescer na comunicação com outras pessoas.
A sociedade oferece muitos meios para isso, como o telefone, fax, Internet e outras formas de comunicação, facilitando o intercâmbio e permitindo a comunicação, mesmo com pessoas que estejam bem distantes de nós.
Na Igreja, também existem muitos grupos que ampliam a comunicação entre pessoas: organizações, comissões, associações, movimentos... Multiplicam-se as reuniões, as assembléias, os encontros, crescendo novos círculos de amizades.
Pela comunicação e acolhimento a catequese assume atividades evangelizadoras, movida pelo Espírito Santo. Essas atividades Têm como finalidade manter o próprio grupo, tornando-o comunidade catequizadora.

Quando a comunidade se torna catequizadora?
Quando:
· anuncia ao mundo a Boa Nova do Reino de Deus;
· dá testemunho de fraternidade, fazendo opção pelos pobres e levando ao compromisso com a justiça e a libertação;
· aprofunda a fé dos que participam da comunidade;
· transforma a sociedade pela força da oração, do testemunho e do anúncio da Palavra de Deus;
· celebra na comunidade os Sacramentos, a presença de Jesus na Eucaristia nas manifestações de religiosidade popular, especialmente, na devoção a Maria e aos Santos.

A COMUNIDADE DE JESUS
Olhando para Jesus, percebemos de imediato que ele fez a experiência de anunciar o Reino em grupo, formando uma comunidade:
· formou um grupo (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20);
· chamou os apóstolos pelo nome (Mt 10,2-4);
· enviou-os em missão e deu-lhes as necessárias instruções (Mt 10,5-33);
· deu testemunho autêntico (Mt 16,21-23);
· e apresentou-lhes as exigências da missão (Mt 10,25-28).

COMUNIDADE CATEQUIZADORA É UMA COMUNIDADE DE IRMÃOS
“Para os cristãos, é de particular importância a forma comunitária de vida, como testemunho de amor e unidade. A catequese não pode limitar-se às dimensões individuais” (Medellin 8.10).
A comunidade catequizadora congrega pessoas de todas as etapas da vida, pessoas que têm o mesmo projeto, que se conhecem e que se amam. Por isso, a catequese não pode deixar de ter dimensão comunitária.

O PROGRAMA DE VIDA DA COMUNIDADE CATEQUIZADORA
1- Comunhão e participação
Antes de motivar a formação de uma comunidade, nós catequistas devemos participar da nossa comunidade nos unindo às pessoas nas diversas pastorais.
2- A comunidade é origem, lugar e meta da catequese
A comunidade catequizadora não é só espaço natural da catequese, mas o ambiente privilegiado para a educação da fé, de forte experiência de Igreja e onde se atualiza e se vive a presença de Jesus Ressuscitado.
3- Programar e planejar a catequese
Quando a comunidade deseja ser catequizadora deve ter a preocupação de planejar cuidadosamente a ação catequética, buscando dar respostas às exigências da realidade sócio-cultural-religiosa. É importante fixar prioridades e metas concretas de acordo com a realidade dentro do Plano de Pastoral.
A pessoa do sacerdote é muito importante nesta participação. De seu zelo e criatividade depende a eficácia da comunidade catequizadora.
· Quais são as atividades pastorais que existem em nossa comunidade?
· Qual é a participação de cada pessoa do nosso grupo nessas atividades da comunidade?

Fonte: Folheto Ecoando 5 - formação interativa com catequistas - Editora Paulus

20 junho 2010

O blog renovado!

É com muita ALEGRIA e ENTUSIASMO que retomamos, nesseste mês de junho, as atividades em nosso blog. Vivenciaremos nesse 2º semestre de 2010 formas de tornar a catequese um a estensão de nossas casa para tornar assim nossos encontros cada vez melhores e dinâmicos com so catequisandos:
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Nós nos evangelizamos juntas e juntos, em comunhão e participação!
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Os sonhos de transformar a realidade continuam firmes e integrando nossos seguidores do blog.
Cada postagem é um convite aberto para enlarguecermos nosso olhar sobre a METODOLOGIA PASTORAL de nossa Catequese.
Nosso objetivo maior para esse semestre é POSSIBILITAR AO NOSSO LEITOR UMA REORGANIZAÇÃO DA CATEQUESE COMO UM CAMINHO PARA O DISCIPULADO, APRIMORANDO E COLOCANDO EM PRÁTICA OS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS EM ANOS ANTERIORES.

Entendemos que para alcançarmos esta meta maior precisamos dar alguns passos menores, mas significativos nessa DIREÇÃO, como:
- Estabelecer um diálogo com e entre leitores e o aoutor do blog(comentando,enviando perguntas etc...);
- Firmar o grupo de catequistas nas paróquias e em sua comunidade, promovendo novas lideranças;
- Acompanhar e dar suporte às equipes paroquiais de formação;
- Integrar catequistas e catequizandos por meio de dinâmicas que facilitem os estudos e trocas de experiências;
- Envolver a comunidade na ação catequética;
- Tornar a catequese dialógica e firme por meio de trocas de experiências, com abertura ao novo e fundamentação bíblica;
- Adaptar o conteúdo e a metodologia da catequese à realidade do outro, favorecendo à formação de discípulos missionários;
- Aprender a respeitar cada um em suas diferenças e necessidades especiais, acolhendo os diferentes tipos de formação.


Portanto, será um semestre de MUITO TRABALHO para catequistas, coordenação, assessoria e padres e de nosso blog para fazer-mos uma catequese acolhedora.

Esperamos que nossa contribuição seja válida para a vida pastoral e missionária de nossa Igreja e, principalmente, atenda à realidade de nossas comunidades catequizadoras. Nossa dedicação, desprendimento, entusiasmo, amor, são ofertas ao Deus Pai-Mãe, na esperança de cada vez mais fazer com que o Reino de Deus possa acontecer aqui e agora, na vida de nossas crianças, jovens, mulheres, homens, de nossas famílias... espero que você leitor,catequista,anjos aproveitem essa nova fasse do nosso blog.

25 maio 2010

21 dicas para catequistas

Entre muitos pensamentos sobre catequese, perdidos em folhas soltas, organizo alguns e partilho. Fica a esperança de reavivar a memória a uns e de mostrar algo de novo a tantos outros.

1. Catequese é mais do que ensinar doutrina.

2. Seguir o método da “Experiência Humana, Palavra de Deus, Expressão de Fé” trata-se de bom senso. Especialmente em catequeses mais ao estilo de palestra.

3. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Ai o drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por ti, em vez de estar sempre a descarregar nas ovelhas ou nas ervas do monte.

4. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá que pensar).

5. Sem acolhimento em condições, não te espantes que eles estejam muito irrequietos e faladores… e digo por experiência própria;)

6. Catequese é mais do que uma actividade “fixe” extra-escolar.

7. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma óptima experiência. Mas se estás à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinho, está bem?

8. Interiorizar a palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Usa a retórica. Ajuda-os a encontrar eco junto da mensagem.

9. Se não consegues resumir o teu encontro numa única frase-chave, mais vale repensar tudo outra vez.

10. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para te ajudar e não para te atrapalhar, distrair ou complicar.

11. Catequese é mais do que lições de moral e costumes.

12. Como diz a canção: se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais! Conquista-os um a um e não desistas só porque achas que um deles “já não tem remédio”.

13. Lá porque o guia do catecismo não se adapta ao teu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desactualizado, mas continua a ser útil se te indicar o ponto A e o ponto B.

14. O planeamento serve para te ajudar e não para te cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreve-te a reformular o tópico e a abordagem, por favor.

15. Centra-te em ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.

16. Catequese é mais do que espiritualidade barata.

17. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de 20 crianças/adolescentes à sua responsabilidade.

18. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não te vai fazer mal nenhum.

19. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entendes? É que ninguém gosta de baratas tontas…

20. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembra-te: sê autêntico!

21. Catequese é mais do que “catequista(s)+grupo”.

25 janeiro 2010

Os Dez Mandamentos de um Bom Coordenador

1) Ter visão do objetivo do grupo

Um bom coordenador de grupo de jovens deve ter visão do objetivo do grupo e saber em que direção deve caminhar e, ao mesmo tempo, continuar aprofundando seus conhecimentos, através de cursos e leituras.

2) Entender a metodologia

Tem uma metodologia de trabalho que faz com que os outro descubram as pistas concretas para chegar ao objetivo previsto. Não é imediatista. É paciente. Entende que o processo de reflexão /ação, teoria/práxis é um processo lento.

3) Saber conduzir uma reunião

O coordenador deve cuidar para que o grupo não se desvie do tema da reunião, para não desperdiçar tempo. Ele/ela faz um trabalho de “saca – rolha”: procura tirar as idéias dos participantes, levando-os e descobrir os melhores caminhos e a tirar as suas próprias conclusões.

Ele/ela aprendeu a arte de fazer perguntas, como Jesus fazia. Muitas vezes, nos Evangelhos, Jesus fazia questão de não dar uma solução pronta, mas devolvia a pergunta aos seus interrogados, para que pudessem descobri por si. O coordenador sabe manter silêncio, mesmo quando enxerga as soluções que não são percebidas pelos outros. Assim, ele/ela não mata a discussão. Guarda os “cartuchos” para o fim, falando depois dos outros.

Normalmente ele/ela deve ter uma visão mais ampla do que os outros elementos do grupo e, portanto, tem um cabide na cabeça para pendurar as perguntas que despertam para uma consciência crítica. O cabide o ajuda também, a devolver aos participantes as sua próprias idéias, de maneira sistematizada e sintetizada, para que o grupo possa dar um passo adiante. Para facilitar este trabalho, o coordenador anota palavras ou frases que fazem lembrar as idéias mais importantes que surgiram no grupo.

O coordenador também deve usar dinâmicas variadas.

4) Ser bom cobrador

Uma das funções principais do coordenador é a de cobrar funções e ações decididas pelo grupo, e não fazer a coisas que os outros podem fazer. A cobrança desperta o senso de responsabilidade e faz com que os jovens levem a sério as decisões que eles mesmos tomaram. Valoriza os passos dados.

5) Saber controlar o tempo

O coordenador cronometra antes, as diferentes partes da reunião e procura a risca essa divisão do tempo. Deve-se prorrogar o tempo só quando o grupo todo pedir.

O coordenador da exemplo de pontualidade. A reunião deve começar na hora marcada, mesmo com a presença de dois ou três membros. A falta de pontualidade é um desrespeito para com os outros. A insistência na pontualidade cria um ambiente de seriedade e responsabilidade. Caso o coordenador não possa comparecer, precisa indicar um substituto.

6) Ter boa capacidade de organização

O coordenador deve ter a capacidade de organizar bem a pastoral para que haja planejamento, acompanhamento e avaliação crítica, mas sem cair num sistema burocrático. Ele nunca trabalha sozinho, mas sempre em equipe: As decisões são tomadas em conjunto, as funções são distribuídas e cobradas. A avaliação deve ser preparada para que não se fique no geral, para que se possa chegar a decisões concretas e sentir o avanço do grupo. Não cair no erro de queimar etapas e tem bom senso e paciência histórica.

Saber despertar novas lideranças

O coordenador deve ter a capacidade de colocar o jovem certo na função certa. Precisa desenvolver a capacidade de perceber os diferentes talentos dos jovens do seu grupo e coloca-los em situações onde possam desenvolver seus talentos e, assim despertar novas lideranças.

Dar testemunho de vida coerente

Ele arrasta os outros mais pelo exemplo de vida que pelos conhecimentos teóricos, não aceitando ditado popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Trata-se de alguém que entende que a preparação mais importante para coordenar um grupo deve acontecer dentro dele mesmo. Deve estar em sintonia com ele mesmo para saber porque fala e faz certas coisas. Com autoconhecimento que adquire, através de uma interiorização constante, tem mais capacidade de aceitar os outros como são.

Ter empatia

O coordenador deve ter empatia para com os membros do grupo. Deve sentir quando alguns estão deixados de lado e não estão participando Os jovens vão se interessar pelo grupo na medida em que participarem e se sentirem valorizados. Quando o coordenador não tem essa sensibilidade, domina demais o grupo e dá uma de ‘professor’ na reunião.

Os bates – papos informais antes da reunião são muito importantes. Quando o coordenador quer realmente bem ao grupo e se interessa por ele, o grupo caminha.

Ser entusiasmado

O coordenador deve ser uma pessoa animada para que o grupo também se entusiasme. O entusiasmo é como uma doença contagiosa. Quem entra em contato com ele, pega. O contrário também é verdade. Um coordenador desanimado e negativo é como um coveiro cavando a cova para o seu grupo.

PERGUNTAS PARA A REUNIÃO DE GRUPO

  1. Numa escala de um a dez coloque em ordem de importância os “dez mandamentos” acima e discuta e grupo os motivos que incentivaram você a organizá-los desta maneira.

  2. Como podemos melhorar nossas coordenações?

24 janeiro 2010

Que passos dar ao acompanhamento aos jovens?

Passa sempre pelas nossas cabeças, a questão prática de como fazer um acompanhamento concreto aos jovens. Se tomarmos o Projeto Rumo ao Novo Milênio, observaremos estes passos pedagógicos:

  1. Servir - A atitude primeira é ir ao encontro de tantos adolescentes e jovens da comunidade em vista de servi-los. Trata-se da mesma atitude de Jesus: “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). Quantos serviços não estão exigindo o mundo juvenil: promover atividades esportivas e de lazer, cursos de formação profissional, campanhas de solidariedade com os portadores do vírus HIV, defesas dos jovens que estão sendo exterminados em chacinas.

  2. Dialogar - Nestes eventos, quantas oportunidades temos de escutá-los em sua dor! Seja de um corpo novo que está se formando, seja no que tange a relação com os pais e outros adultos da comunidade, nas suas afirmações muitas vezes sem fundamentação mas cheias de razoes pessoais e desejos de participar e pensar com categorias próprias... Estes exercícios poderão ajudar a superar a solidão que experimentam nesta fase, comum a todo ser humano.

  3. Anunciar - Jesus Cristo relacionou-se e fez amigos, construiu grupos de companheiros, teve um projeto concreto com opções bem definidas dentro do tempo e da cultura em que viveu. Trata-se, aqui, de anunciar um Jesus que rompeu com modelos, que não geravam vida, que desafiou os poderosos apontando o caminho da verdadeira vida, não o caminho da lei.

  4. Comungar - Como Jesus fez, necessário é formar grupos, partindo e aproveitando os dons que cada jovem apresenta no campo das artes, do teatro, da dança, da música... e de tantos outros campos que os próprios jovens podem sugerir. Isso para que eles possam viver a experiência de comunidade e, depois, por causa desta experiência, consigam ser Igreja, “participação e comunhão”.

  5. Testemunhar - “Sal e Luz” é o desejo de Jesus para todos os cristãos. Será, pois, esta a missão destes jovens no meio dos jovens: na escola, no trabalho, na igreja, no lazer... Como afirmou o Papa Paulo VI, “o melhor apostolo do jovem é o outro jovem”. Eles serão testemunha do Deus da vida, deste Deus humano e sensível que “armou sua tenda no meio de nós” e que expressa seu desejo maior: “que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo 10,10).

Não há receitas para o trabalho com a juventude. O essencial é desejar que eles superem a nós e os nossos limites. Dolorosa será a nossa tarefa de suportar que “ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Não poderá ser diferente se quisermos se fiéis ao evangelho.

Jesus foi esperto e já nos deixou o mapa, caso a gente queira segui-lo: “tome a sua cruz de cada dia e siga-me” (Mc 8,34). Penso ser alguns destes nossos desafios como Pastoral da Juventude.

Afinal que outros desafios temo? Como podemos superá-los?